Previsões para as Redes Sociais em 2026: o que esperar das principais plataformas

Notícias
Marketeer
14/10/2025
16:49
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À medida que 2026 se aproxima, o panorama das redes sociais continua a evoluir rapidamente, com mudanças estratégicas significativas a emergir em todas as plataformas principais. De seguida, apresenta-se uma análise detalhada das tendências e transformações previstas para o próximo ano em plataformas como Threads, X (antigo Twitter), LinkedIn, Snapchat, TikTok e Pinterest.

Threads: Novas Dinâmicas no Feed e Algoritmos Aprimorados

Para competir diretamente com o X, o Threads está a apostar numa maior visibilidade das discussões em tempo real. A plataforma deverá alargar a funcionalidade da aba de pesquisa, estruturando-a de forma mais robusta para destacar notícias de última hora e apresentar tópicos relevantes no feed dos utilizadores. Esta estratégia visa quebrar o hábito dos utilizadores de recorrer ao X para atualizações imediatas, oferecendo uma experiência personalizada ajustada aos interesses individuais.

No que concerne ao algoritmo, a Meta tem investido em inteligência artificial (IA) para fornecer recomendações mais relevantes e personalizadas. Embora já tenham sido feitos avanços, ainda há espaço para melhorar a apresentação de conteúdos em tempo real, garantindo que os utilizadores se mantenham informados e envolvidos com base nas conversas internas da plataforma, em vez de depender exclusivamente das tendências do Instagram.

X (Twitter): Entre a Relevância e os Desafios Estruturais

Apesar da saída da CEO, dos cortes significativos na equipa e da diminuição do interesse dos anunciantes, o X continua a reportar cerca de 600 milhões de utilizadores mensais, embora fontes externas sugiram que o número possa ser inferior. A plataforma mantém-se relevante para muitos, mas enfrenta uma forte pressão para recuperar a sua sustentabilidade financeira.

Elon Musk admitiu que o X está a “mal se manter” mesmo após a redução drástica de 80% da equipa. O seu projeto de inteligência artificial, o xAI, que agora financia o X, cria uma interdependência: o sucesso do xAI está diretamente ligado à saúde da plataforma, tornando o risco ainda maior.

O sistema de moderação colaborativa, Community Notes, está a perder eficácia devido à diminuição da participação dos utilizadores, especialmente dos que trazem perspetivas diversas. Esta situação pode potenciar a propagação de desinformação e polarização, colocando o X numa trajetória preocupante.

Quanto às funcionalidades de pagamento, embora Musk tenha prometido que o sistema estaria operacional até ao final de 2024, este ainda não foi implementado. A expectativa é que esteja disponível em 2026, ainda que com limitações e com dúvidas sobre a confiança dos utilizadores na plataforma para transações financeiras. Entre as possibilidades de monetização está também a oferta de conteúdos adultos pagos, semelhante ao modelo do OnlyFans, o que poderá ser controverso mas lucrativo.

LinkedIn: Vídeos, IA e Ferramentas para o Desenvolvimento Profissional

O consumo de vídeo no LinkedIn tem crescido 36% ao ano, sendo os vídeos 20 vezes mais partilhados do que outros formatos. Para 2026, prevê-se a expansão do feed dedicado a vídeos e eventos ao vivo, com parcerias estratégicas em conferências e encontros profissionais.

O LinkedIn pretende utilizar a IA para oferecer trajetórias profissionais personalizadas a partir de um vasto conjunto de perfis (mais de 1,2 mil milhões). Esperam-se novas ferramentas que forneçam sugestões de carreira, cursos e ofertas de emprego alinhadas com os interesses e competências dos utilizadores.

O investimento em microaulas em vídeo, de curta duração (cerca de 3 minutos), será reforçado para ensinar competências rápidas e atualizadas, especialmente no domínio da IA.

Além disso, o assistente virtual “InBot” poderá ser integrado no feed, facilitando o suporte aos utilizadores nas suas atividades diárias e na otimização da sua presença profissional, complementando os chatbots já existentes na plataforma.

Para os criadores de conteúdos, o LinkedIn planeia disponibilizar insights baseados em IA que evidenciem os temas mais relevantes na rede, potenciando a criação de conteúdos com maior impacto e envolvimento.

Snapchat: Aposta na Realidade Aumentada e Personalização

A grande aposta da Snap para 2026 são os óculos de realidade aumentada (AR Spectacles). Contudo, os modelos atuais parecem estar aquém das soluções apresentadas pela Meta e Apple, suscitando dúvidas sobre a viabilidade comercial do produto, podendo este investimento ser abandonado antes do lançamento oficial.

A empresa pretende também simplificar a criação de lentes (filtros AR) com IA generativa, permitindo que qualquer utilizador crie efeitos apenas através de descrições.

Quanto à publicidade, os “Sponsored Snaps”, mensagens publicitárias enviadas diretamente para as caixas de entrada, têm-se revelado eficazes, e a Snap deverá personalizar estas ofertas com base em dados de segmentação cada vez mais avançados.

TikTok: Desafios Regulatórios e Expansão do Comércio ao Vivo

Nos Estados Unidos, o TikTok poderá escapar ao banimento através da venda da sua operação a um consórcio local. Esta mudança poderá levar à reconfiguração do algoritmo, o que gera preocupações quanto à perda de engajamento e à possível influência política.

O comércio ao vivo mantém-se o principal motor de monetização, apesar do modelo ocidental ainda não ter alcançado o sucesso da sua contraparte chinesa (Douyin). O valor bruto de mercadorias (GMV) transacionado cresceu de 30 mil milhões de dólares em 2024 para 66 mil milhões em 2025, podendo duplicar em 2026.

Inspirado no WeChat, o TikTok deverá lançar miniaplicativos embutidos, facilitando reservas, compras e serviços de entrega diretamente dentro da plataforma.

A IA permitirá também que marcas utilizem avatares gerados para transmissões automatizadas 24 horas por dia, reduzindo custos e aumentando a escala de vendas.

No domínio do gaming, o TikTok planeia expandir as ferramentas para criadores de conteúdos gamers, simplificando as transmissões ao vivo e incentivando a construção de comunidades.

Pinterest: Conteúdos Gerados por IA e Comércio Facilitado

O Pinterest tem sido alvo de críticas devido à abundância de Pins gerados por IA, o que prejudica a experiência do utilizador. Para 2026, prevê-se a implementação de filtros mais rigorosos e rótulos visuais claros para distinguir este tipo de conteúdo.

A plataforma aposta ainda em facilitar as compras, com integrações que permitam checkouts rápidos, nomeadamente com parceiros como a Amazon, o que é crucial para potenciar o comércio dentro da rede.

Ferramentas inovadoras, como provas virtuais através de escaneamento corporal e pesquisas visuais baseadas em descrições, deverão ganhar maior destaque. Paralelamente, o Pinterest poderá estabelecer parcerias com empresas de IA para enriquecer a descoberta de produtos.

Conclusão

O ano de 2026 avizinha-se como um marco no universo das redes sociais, com a inteligência artificial, o vídeo, o comércio integrado e a personalização a assumirem papéis centrais. Plataformas tradicionais enfrentarão o desafio de se reinventar, enquanto outras arriscarão para inovar e captar novas audiências.

Manter-se atento a estas tendências será fundamental para acompanhar o mercado e não ficar para trás num cenário digital em constante transformação.




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