Portugueses apertam o cinto: 61% deixou de frequentar restaurantes

A prioridade dos portugueses neste momento é reduzir gastos. Pelo menos é isso que indica o estudo realizado pela Fixando, que aponta para quebras significativas nos rendimentos mensais face a anos antiores: 23% dá conta de menos 500 a 1000 euros disponíveis a cada mês. Em média, os inquiridos pela plataforma online de prestação de serviços locais apresentam uma redução de 344 euros nos rendimentos mensais.

Despedimentos (29,1%), lay-off (17,3%), obrigatoriedade de paragem de actividade (17,6%) e quebra na procura no ramo de trabalho (17%) são os principais motivos para a quebra verificada – indicando que será uma consequência directa da pandemia de COVID-19.

O estudo, assente nas respostas de 11.800 pessoas entre os dias 6 e 26 deste mês, revela ainda quais as activiadades em que os portugueses cortam para fazer frente ao corte no orçamento. A maioria (61%) deixou de frequentar restaurantes, 53% já não compra roupa/sapatos e 36% deixou o ginásio.

Além disso, 80% exclui possibilidade de ir de férias para Sul este ano, em particular para o Algarve e Costa Vicentina. Olhando apenas para o mês de Julho, 51,5% não considera ir à praia de todo, 64% não tenciona ir a um centro comercial e 66,6% não irá a um restaurante para almoçar ou jantar.

Quanto ao futuro, a Fixando indica que os principais receios são perda de rendimentos (45%), incerteza (45%), ser infectado por COVID-19 (41%), ficar sem emprego (24%) e contagiar terceiros (23%).

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