Portugal mais digital do que nunca: mais de metade dos cidadãos já comprou online

A população portuguesa está mais digital, o comércio electrónico acelerou com a pandemia de COVID-19 e é uma ferramenta útil para alavancar o crescimento e internacionalização das empresas nacionais. Em traços gerais, são estes os resultados do estudo “Economia e Sociedade Digital em Portugal”, desenvolvido pela ACEPI – Associação Portuguesa da Economia Digital em parceria com a IDC.

De acordo com o estudo, existe uma forte penetração da Internet em Portugal (três quartos dos cidadãos), com valores próximos da média europeia. Este ano, poderá chegar aos 81%, sendo que Norte, Centro e Alentejo são as regiões com menores taxas de penetração.

Quanto às compras online, o valor do comércio electrónico B2C + B2B em 2019, em Portugal, situou-se nos 96 mil milhões de euros. Este ano, as estimativas apontam para um novo crescimento que poderá elevar a fasquia para até 110,6 mil milhões de euros. Na base desta subida estará a crise sanitária, que “mudou profundamente os hábitos dos consumidores e transformou profundamente empresas e negócios”, indica a ACEPI.

Mais de metade dos utilizadores de Internet já fez compras online (51%) em 2019, estimando-se que, esse valor cresça para 57% em 2020. Segundo a ACEPI e a IDC, cerca de 60% dos compradores online afirma ter aumentado o valor das suas compras através da Internet já este ano. Nesse sentido, a intensidade de compras em plataformas digitais aumentou com 73% dos compradores online a fazer, em média, mais do que três a cinco vezes compras por mês.

O mesmo estudo indica que se compra agora mais em lojas online portuguesas e menos em sites estrangeiros, o que estará relacionado com o aumento da oferta a nível nacional.

Nas categorias de compras online destacam-se as “refeições entregues ao domicílio”, que no ano anterior não tinham expressão, e os “produtos alimentares e bebidas”. Destaque ainda para as categorias de equipamentos para utilizar em casa – tanto informáticos, como eletrocdomésticos. Nos serviços digitais destacou-se a categoria referente a filmes e séries.

Sobre potenciais obstáculos ou desafios, a ACEPI e a IDC sublinham que os comprados online em Portugal confiam, na sua grande maioria, nos serviços e lojas digitais, notando-se um receio decrescente na sua utilização. As entregas em períodos horários definidos e as entregas no mesmo dia ou no dia seguinte são consideradas muito relevantes.

No geral, a “eficácia das modalidades de pagamento, o conteúdo e transparência da informação, os métodos de entrega e o carrinho de compras flexível e intuitivo das lojas portuguesas são considerados muito bons, demonstrando a evolução das lojas nacionais nestas áreas”.

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