Por uma intervenção activa

Sensibilizar e proporcionar às partes interessadas a oportunidade de intervirem no combate às alterações climáticas, na preservação ambiental e protecção da floresta nacional e no apoio ao desenvolvimento de populações carenciadas tem sido o foco dos CTT ao apostar na promoção de iniciativas de cidadania participativa com potencial de sensibilização junto das populações.

Especificamente em 2019, e na sequência da catástrofe natural provocada pelo ciclone Idaí em Moçambique, que destruiu 90% da cidade da Beira, os CTT lançaram uma campanha de recolha de roupa a nível nacional para envio às populações afectadas, em articulação com os Correios de Moçambique.

Solidários com esta causa, os CTT disponibilizaram ao público cerca de 200 mil embalagens solidárias nas lojas CTT de norte a sul do País. A afluência e manifestação de solidariedade do público foram enormes. Foram enviadas cerca de 70 toneladas de bens doados pelo público para Moçambique e redistribuídas pelas zonas mais necessitadas através do Instituto de Gestão de Calamidades. Paralelamente, foi realizada uma acção interna de voluntariado para triagem dos contributos dos colaboradores dos CTT, que aderiram ao convite para participarem nesta campanha, tendo sido seleccionadas as roupas adequadas e enviadas depois para Moçambique para apoio à população afectada.

Anualmente, os CTT lançam uma iniciativa de compensação carbónica participativa. «Através do website CTT e da página de Facebook “Esfera CTT”, abrimos à escolha pública a selecção dos projectos de compensação carbónica do Correio Verde e da oferta Expresso que os CTT financiam, permitindo às partes interessadas intervir no processo de decisão. Há cada vez mais clientes a exigirem uma oferta de produtos e serviços CTT neutros em carbono», explica fonte oficial dos CTT.

Duas das iniciativas participativas que garantem um alinhamento com os objectivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas que os CTT subscrevem, contribuindo para uma educação de qualidade (ODS 4), para a actuação contra a mudança global do clima (ODS 13) e para a promoção de um consumo e produção responsáveis (ODS12).

Envolvimento dos colaboradores

Não foi apenas no caso do ciclone Idaí que os colaboradores foram chamados a participar. Os CTT têm uma história rica na promoção de acções regulares de voluntariado de interesse ambiental e social para apoio à comunidade, abertas a todos os colaboradores e respectivas famílias. Estas acções envolvem uma componente de sensibilização ambiental e de cidadania responsável, aproximando os participantes em torno de causas solidárias e a favor do bem comum. Além dos benefícios directos promovidos junto das populações beneficiárias, a taxa de satisfação dos voluntários CTT que participam nestas acções é elevada, o que impacta positivamente a motivação e o desenvolvimento dos mesmos e promove uma cultura de empresa forte.

Os CTT promovem o voluntariado de continuidade em parceria com a instituição EPIS, que visa apoiar jovens em risco de insucesso escolar da escola EB 2/3 Pedro D’Orey da Cunha, na Amadora. Cada jovem é acompanhado por um mentor CTT que o apoia ao longo do ano escolar, melhorando as hipóteses de sucesso dos alunos. «É uma parceria que tem permitido reduzir o absentismo e o abandono escolar e alguns destes jovens já ingressaram no ensino profissional», sublinha a mesma fonte.

Entre outras acções pontuais, os CTT apoiam o Instituto Português do Sangue e da Transplantação, através de duas campanhas anuais de colheita de sangue, na sede dos CTT, em Lisboa. Foram também promovidas acções de preservação ambiental e protecção da biodiversidade, em parceria com a Quercus e com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas.

Desde o início do lançamento da campanha “Uma Árvore pela Floresta”, os CTT já venderam e plantaram mais de 90 mil árvores. As vendas deste ano, depois de contabilizadas, serão convertidas em árvores reais até à Primavera de 2020, plantadas em áreas nacionais ardidas e/ou classifi cadas.

«É uma iniciativa que tem angariado novos seguidores devido à sua transversalidade em termos de cidadania e de participação da sociedade. É importante referir que todas as árvores que não resistem à plantação são repostas nos anos seguintes, que cada comprador que se registe no site da Quercus vai receber informação sobre o local de plantação da sua árvore e ser convidado a juntar-se à equipa de voluntários para realizar as plantações», salienta fonte ofi cial dos CTT. Além disso, o site é alimentado durante cinco anos com fotos da evolução dos bosques criados. Este ano o kit tem um elemento adicional, um QR code com uma mensagem oral que varia ao longo da campanha.

«Este projecto tem um impacto signifi cativo na sociedade sob vários aspectos, nomeadamente o da educação ambiental, através da preservação da biodiversidade e da fl oresta, o da promoção de um exercício de cidadania participativa e o da criação de bosques mais sustentáveis e resistentes aos fogos, de que o País tanto precisa», sublinha o responsável. Com esta iniciativa é permitido aos cidadãos darem um contributo efectivo e imediato. Não se trata de um apelo a uma contribuição, a compra solidária de um kit, mas a uma responsabilização efectiva de cada comprador/a que pode plantar a sua árvore.

«Se, por um lado, os resultados dos projectos de responsabilidade social e ambiental são absolutamente tangíveis, por outro, existem benefícios signifi cativos de natureza intangível e que suportam a vantagem competitiva da empresa, tais como ganhos reputacionais e de imagem, para os CTT e para os parceiros, abrangendo milhões de pessoas através das campanhas e das redes sociais.»

Atenuar emissões poluentes

Tendo uma frota de transportes extensa e um parque de edifícios presente em todo o território, os CTT trabalham para uma melhoria da sua efi ciência energética, que representa ganhos ambientais directos. «A apreciação geral da análise energética efectuada à empresa é positiva e a pegada carbónica da empresa apresenta uma tendência de redução de cerca de 2% até ao terceiro trimestre de 2019, face ao mesmo período do anterior», diz fonte ofi cial da empresa.

Os CTT têm investido na renovação da frota térmica convencional, que apresenta três anos de idade média. Na procura de tecnologias mais limpas e economicamente efi cientes, a empresa tem vindo a escolher cuidadosamente os percursos em que os veículos eléctricos operam face ao amplo leque de necessidades em termos de transportes.

Em 2019, os CTT testaram com sucesso um camião movido a gás natural, em parceria com a Iveco Portugal e a Dourogás. Os resultados são bastante positivos na resposta às necessidades operacionais e principalmente no que respeita às mais-valias que esta tecnologia proporciona em termos de emissão de poluentes e de qualidade do ar. Em conjunto com a Fuelsave, iniciou-se também um projecto piloto com quatro veículos pesados a fi m de informar o condutor, em tempo real, sobre o seu modo de condução, com vista à melhoria do seu desempenho e à redução dos consumos de combustível.

Os CTT voltaram a adquirir 100% de energia verde certifi cada para a sua actividade, com um impacto positivo na pegada carbónica. E iniciaram a instalação de unidades de sistemas fotovoltaicos para unidades de pequena produção em edifícios CTT, promovendo a produção de energia renovável.

Empenhados na protecção do planeta e acreditando na importância de continuar a desenvolver um programa de sustentabilidade ambicioso no combate às alterações climáticas, os CTT assinaram em Novembro de 2019 a carta “Business Ambition for 1.5º C”, da UN Global Compact.

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