Podcast Marcas com Marca: Água Monchique, o pequeno player que já chegou a lovebrand e até entrou na dermocosmética

Marcas com MarcaNotícias
Maria João Vieira Pinto
28/01/2026
11:30
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Maria João Vieira Pinto
28/01/2026
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Tem mais de 2000 anos a história da Água de Monchique, altura em que era apelidada pelos romanos de “água sagrada”. A sua exploração comercial moderna pela Sociedade da Água de Monchique, essa iniciou-se em 1992, com esta segunda parte da vida da marca a ser escrita com base em inovação e sustentabilidade, e que e levou a ser bebida em mercados como a China ou o Médio Oriente, a chegar a todas as superfícies comerciais e a estender a linha de produto, entrando, nomeadamente, na dermocosmética.

Para o seu actual CEO, Vitor Hugo Gonçalves, esta é uma marca jovem, com alguma relevância desde há 12 anos, numa construção com base em criatividade. «Esta era uma empresa com poucos recursos financeiros e foi com base na criatividade e na multidisciplinariedade das equipas que chegamos até aqui, acreditando que temos um produto que faz a diferença.»

Num mercado com players gigantes e globais, Vítor Hugo Gonçalves recorda que um dos primeiros passos passou por olhar para o produto com uma “lente” diferente, criando uma estratégia de comunicação de forma diferenciada. «Não tínhamos a capacidade financeira de investir em marca como os nossos concorrentes, pelo que cheguei eu próprio a andar com água no carro numa comunicação muito directa com o nosso consumidor», lembra ainda.

Até 2019, a marca foi crescendo de forma paulatina, esgotando a sua capacidade de produção. «Na altura, tivemos que olhar para o produto, para a marca, e repensámos todo o posicionamento, a forma de estar…», conta, enquanto lembra um dos momentos determinantes para a alavancagem: quando decidiram trocar a tampa das garrafas de azul – padrão na categoria – para roxo, de forma a ganhar diferenciação no linear.

É por essa altura que a empresa avança com um investimento de cerca de 9 milhões de euros em novas linhas, saltando de cinco milhões de água engarrafada para 140 milhões de litros. «Herdei um parque de máquinas completamente obsoleto. Por isso, adquirimos duas novas linhas que nos elevaram para outro patamar em termos de resposta ao mercado. Deu-nos uma capacidade de abordar tanto o mercado português como os mercados internacionais de forma completamente diferente.» Hoje, a Monchique diz trabalhar a internacionalização olhando para mercados que valorizam o produto água, como é o caso da China ou o Médio Oriente.




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