O Pinterest despediu dois engenheiros que criaram uma ferramenta interna para identificar quais os trabalhadores que tinham sido afetados pelos recentes cortes na empresa, avança a BBC.
A rede social anunciou cortes de cerca de 15% da sua força de trabalho, correspondendo a aproximadamente 700 cargos, sem especificar quais as equipas ou colaboradores envolvidos. O CEO, Bill Ready, explicou que a empresa está a reforçar a sua estratégia centrada na inteligência artificial.
Segundo a empresa, os engenheiros desenvolveram scripts que acediam de forma não autorizada a informação interna, permitindo saber os nomes e posições dos funcionários despedidos, e partilharam esses dados internamente. O Pinterest considerou esta ação uma violação das políticas da empresa e da privacidade dos colegas afetados.
Os scripts eram integrados em ferramentas internas de comunicação, como o Slack, e alertavam sempre que uma conta de utilizador era desativada ou removida, dando pistas sobre quem tinha sido despedido.
As identidades dos engenheiros não foram divulgadas e não foi possível contactá-los para comentar a situação, esclarece a BBC.
O episódio surge num contexto de reduções significativas de pessoal no setor tecnológico, que inclui empresas como Amazon, Meta, Google e Microsoft. Só na mesma semana em que o Pinterest anunciou os cortes, a Amazon reduziu 16 mil postos de trabalho. De acordo com o site Layoffs.fyi, cerca de 700.000 empregos foram eliminados na indústria tecnológica nos últimos quatro anos.
O caso evidencia a complexidade de gerir informação interna e a privacidade dos colaboradores durante reestruturas em larga escala no setor tecnológico.














