Pico da informação já passou? Cidadãos começam a evitar notícias

Durante as primeira semanas de COVID-19, verificou-se um aumento do consumo de conteúdos informativos um pouco por todo o Mundo. Dados reportados pelo The Guardian apontam mesmo para um salto de 54% no tráfego dos 10 maiores sites de notícias do Mundo, no final de Março. Em Portugal, a televisão também esteve em evidência, com os noticiários a liderar os tops dos programas mais vistos.

Agora, porém, a história parece estar a mudar. Quase três meses depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter classifcado o novo coronavírus como uma pandemia, os cidadãos parecem já não estar tão interessados em saber o que se passa ao minuto. Um estudo elaborado pelo Reuters Institute para a Universidade Oxford mostra que, no Reino Unido, 22% dos inquiridos tenta mesmo evitar as notícias com frequência.

O inquérito foi realizado entre os dias 7 e 13 de Maio e mostra um aumento de 7% em relação a três semanas antes. No mesmo sentido, 59% disse por vezes evitar as notícias, o que compara com os 49% registados três semanas antes.

O mesmo inquérito indica que as mulheres são quem apresenta maior probabilidade de evitar as notícias (26%), ainda que os homens surjam logo atrás (18%). Considerndo ambos os géneros, 28% diz evitar as notícias porque sente que não há nada que possa fazer com a informação que lhe chega. Há também quem acredite que são demasiadas notícias (33%).

Segundo a Fast Company, que dá conta das principais conslusões do estudo, 66% dos inquiridos afirma ainda que evita notícias sobre o COVID-19 porque estão preocupados com o efeito que esses conteúdos terão no seu humor.

Quanto aos meios mais evitados, a televisão surge em primeiro lugar (78%), seguida pelos websites e aplicações móveis (55%), redes sociais (46%) e partilhas de amigos através de apps de conversação ou email (33%).

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