O futuro é feito com clareza

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28/01/2026
09:30
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Entre o digital e a proximidade humana, a SABSEG aposta na clareza, no acompanhamento e na confiança, para ser “a corretora do mercado português”.

Num mercado cada vez mais digital, a SABSEG acredita que o verdadeiro valor do seguro continua a estar na clareza, no acompanhamento e na relação humana – aquela que explica, acompanha e resolve ao longo do tempo. Estes são, aliás, os valores que orientam a missão da corretora portuguesa, que existe há mais de 25 anos.

Num sector onde a palavra “disrupção” se tornou quase obrigatória, a SABSEG escolhe outro caminho: o da relevância. Não da dimensão, não da corrida aos números, mas da presença consistente na vida dos clientes. Rui Romeiro, director-geral de Marketing e Comunicação da SABSEG, reforça esta visão, sabendo que, acima de tudo, querem estar ao lado do cliente: «A nossa obrigação é esclarecer, acompanhar e resolver todos os problemas que os nossos clientes possam ter, quer sejam famílias, particulares ou empresas.»

Um novo ano é, por isso, o ponto de partida para reforçar aquilo que a SABSEG entende ser o seu papel num mercado segurador cada vez mais complexo, fragmentado e saturado de informação – mas nem sempre claro. «Queremos posicionar-nos como “a corretora do mercado português”. Ou seja, não queremos ser os líderes, não queremos ser os maiores, mas queremos ser aqueles que têm mais relevância para os consumidores e para os nossos clientes», esclarece.

A assinatura da marca, “O futuro é com a SABSEG”, resume também essa ambição. Não como promessa vaga, mas como tradução prática do trabalho diário de uma corretora que acredita que proteger hoje é, inevitavelmente, proteger o amanhã. «Apesar de alguns pensarem que esta assinatura é visionária, ela no fundo é bastante prática.» Ou seja, quando a informação cresce, aumenta também a necessidade de um acompanhamento personalizado, sem deixar de lado a comodidade de fazer tudo online.

A transformação digital, por sua vez, trouxe novos comportamentos, novos riscos e novas exigências. Trouxe também um paradoxo: nunca houve tanta informação disponível e, ao mesmo tempo, nunca foi tão difícil interpretá-la. Para Rui Romeiro, é precisamente neste cenário que o papel do corretor se torna mais relevante. «Nunca foi tão importante o papel dos corretores. Isto porque, com esta transformação digital, os riscos estão cada vez mais complexos.»

Por outro lado, a relação dos consumidores com o seguro também se alterou. Como destaca o responsável, «hoje, qualquer pessoa pesquisa, compara preços, lê reviews, consulta simuladores, fala com chatbots e até recorre a modelos de inteligência artificial antes de tomar uma decisão». Ou seja, a informação está realmente disponível – mas nem sempre é compreensível.

O desafio já não é, então, o acesso, mas sim a interpretação. O consumidor chega mais informado, mas também mais inseguro. E quando chega o momento de decidir – ou quando surge um problema, um sinistro, uma situação inesperada – procura alguém que traduza, contextualize e acompanhe toda a sua jornada.

O VERDADEIRO PAPEL DO CORRETOR

Para o director-geral de Marketing e Comunicação da SABSEG, este excesso informativo não diminui o papel do corretor. Pelo contrário, torna-o mais necessário. «Há mais informação, mas isso não quer dizer que seja a informação certa, nem que seja perceptível para quem está a decidir. É por isso que a clareza é tão importante e é essa a nossa grande missão.»

E é aqui que a SABSEG se posiciona como parceira ao longo do tempo, não apenas como intermediária de uma transacção. «A nossa obrigação é esclarecer, acompanhar e resolver todos os problemas que os nossos clientes possam ter», garante o responsável.

Esta abordagem afasta a corretora dos modelos puramente digitais, que privilegiam a rapidez da subscrição, mas que tendem a desaparecer quando surgem dúvidas ou situações mais complexas, como acontece nas insurtechs: «Estas empresas são completamente transaccionais.» Ao mesmo tempo, afasta-se também da lógica do corretor tradicional que, apesar da proximidade, nem sempre integrou plenamente as ferramentas digitais.

O modelo da SABSEG é, nesse sentido, assumidamente híbrido. «Somos híbridos. Temos a componente digital para simplificar o que é para ser simplificado e disponibilizamos o atendimento personalizado nos nossos balcões, para aconselhar naquilo que tem que ser aconselhado», reforça.

O digital não é um fim em si mesmo, mas um meio para simplificar o que pode – e deve – ser simplificado. Processos, consultas, pedidos de informação, acompanhamento básico: tudo aquilo que pode ser resolvido com eficiência através da tecnologia é integrado no ecossistema digital da marca. Mas aquilo que exige aconselhamento, contexto e decisão continua a ter espaço no contacto humano.

Este modelo reflecte-se, por isso, num ecossistema digital robusto – site, app, blog, chatbot disponível 24 horas por dia –, combinado com uma rede de 47 escritórios espalhados por Portugal Continental, Açores e Madeira, e uma base de mais de 300 mil clientes. Mais do que uma soma de canais, trata-se de uma experiência contínua, desenhada para acompanhar o comportamento real do consumidor contemporâneo, que alterna naturalmente entre o online e o presencial. Como refere Rui Romeiro, «um cliente pode começar no digital, depois ir ao balcão esclarecer dúvidas, voltar ao digital para aprofundar informação e regressar ao balcão para tomar uma decisão. O papel da SABSEG é estar presente em todos esses momentos».

PROXIMIDADE QUE NÃO É APENAS GEOGRÁFICA

Apesar da presença física em todo o país, a SABSEG recusa uma noção simplista de proximidade. Para a marca, estar próximo não é apenas ter um escritório perto – é conhecer, acompanhar e estar disponível para cada cliente. «A proximidade para nós não é geográfica. É estar com e estar presente quando o cliente precisa.» Essa presença tira partido precisamente do ecossistema da SABSEG, que assim consegue acompanhar toda a jornada do cliente: «A app funciona para os clientes consultarem, verem os sinistros e toda a sua documentação; o chatbot para respostas mais simples e instantâneas ao longo das 24 horas do dia; o email e o telefone para algum apoio rápido; e os balcões e equipas para os momentos que exigem a tal confiança humana. As pessoas são esclarecidas por alguém em quem confiam.»

Os gestores e as equipas conhecem bem as comunidades onde operam, os contextos locais e os momentos-chave da vida do cliente: a compra de uma casa, o nascimento de um filho, a criação ou evolução de um negócio. Esse conhecimento permite um aconselhamento mais ajustado, menos genérico e mais alinhado com a realidade de cada pessoa.

Os balcões assumem, assim, um papel central na estratégia da SABSEG. Não como simples pontos de venda, mas como espaços de esclarecimento e confiança. Mesmo num mercado em consolidação, onde muitos mediadores são integrados por grandes grupos, a SABSEG procura preservar essa continuidade. «Quando um escritório passa a integrar a marca, as equipas mantêm-se, garantindo que o cliente continua a falar com quem já conhece.»

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO ALIADA

A inteligência artificial é outro eixo central da transformação do sector. Para a SABSEG, o desafio já não passa apenas por visibilidade digital, mas por relevância informativa num novo modelo.

Actualmente, «estudos comprovam que, nas pesquisas online, 60% dos consumidores, em qualquer área, pergunta primeiro ao ChatGPT. Tendo esta realidade em conta, o director-geral de Marketing e Comunicação revela que a estratégia para a área digital, em 2026, não vai ser tanto aparecer em primeiro, segundo ou terceiro numa pesquisa do Google, mas sim aparecer na resposta dos LLM (Large Language Models). «Vamos continuar o trabalho que temos vindo a fazer ao longo do tempo e vamos querer simplificar e desmistificar tudo o que está relacionado com a literacia do seguro para os consumidores e para as empresas. Estamos a preparar todo o nosso ecossistema digital para que os motores da inteligência artificial, os LLM, procurem a resposta na SABSEG quando surge uma pergunta neste contexto », reconhece.

Internamente, a IA é vista como uma ferramenta de eficiência: automatiza processos, reduz tarefas repetitivas e liberta tempo para aquilo que a SABSEG considera ser o seu verdadeiro valor acrescentado – o aconselhamento. «A inteligência artificial vai permitir simplificar muitos processos. Isso dá-nos mais tempo para fazer aquilo que realmente importa: estar com o cliente», reflecte.

No segmento empresarial, essa lógica traduz-se num papel fortemente consultivo, sobretudo junto de pequenas e médias empresas, onde o seguro é muitas vezes visto como um custo e não como uma ferramenta estratégica. Através de protocolos e parcerias – cerca de 44 acordos activos – a SABSEG trabalha igualmente um modelo B2B2C, focado na protecção de comunidades, adaptando soluções a contextos específicos.

CLAREZA, ÉTICA E COERÊNCIA

Num sector onde a confiança é decisiva, a corretora assume uma postura clara também ao nível da responsabilidade social e da sustentabilidade. Sem slogans vazios ou discursos desconectados da prática: «Nós só comunicamos aquilo que fazemos. Não praticamos greenwashing», adverte Rui Romeiro.

Nesse contexto, todos os projectos sociais, ambientais e comunitários são integrados na estratégia da marca de forma coerente, reforçando a ideia de que responsabilidade e negócio não são esferas separadas. A sustentabilidade é para a empresa algo essencial, tanto na relação com os clientes como na sua gestão interna. Para isso, disponibiliza uma ferramenta online que permite medir a pegada carbónica de consumidores e empresas, oferecendo perfis personalizados e recomendações para a sua redução. Internamente, a SABSEG aboliu os cartões profissionais físicos, apostando em cartões digitais com tecnologia NFC, reduzindo, assim, o uso de papel.

«A aposta na app é outro pilar desta estratégia, com cerca de 10 mil utilizadores registados, reforçada por campanhas que associam o uso digital a causas ambientais e sociais. Entre elas, iniciativas em parceria com a Quercus ou com o Doutor Palhaço», destaca. Mais do que comunicar intenções, a SABSEG procura concretizar acções, evitando o greenwashing e respondendo a uma exigência crescente dos consumidores.

No final, se a SABSEG fosse uma pessoa, Rui Romeiro não hesita em defini- la: «Uma pessoa confiável, calma, ética e presente.» É esta presença – informada, contínua e humana – que a SABSEG quer garantir num futuro cada vez mais digital, no qual a confiança continua a ser o activo mais valioso. Num mercado em constante mudança, o futuro constrói-se com tecnologia – mas sustenta-se na relação.

Este artigo faz parte da edição de Janeiro (n.º 354) da Marketeer.




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