Jensen Huang, presidente executivo da Nvidia, defende que os Estados Unidos e a China devem trabalhar em conjunto para desenvolver inteligência artificial (IA) de forma segura, apesar da rivalidade tecnológica entre os dois países. As declarações foram feitas à CNBC, durante um encontro com jornalistas em Londres, a 14 de outubro.
“Devemos absolutamente trabalhar em conjunto para desenvolver esta tecnologia de forma segura“, afirmou o líder da fabricante de chips, citado pela CNBC. Huang considera que o diálogo entre as duas potências é fundamental para enfrentar os riscos associados à evolução da inteligência artificial.
O responsável revelou também que mantém contactos com investigadores chineses e defendeu o reforço da cooperação internacional nesta área. A posição surge num contexto de crescente competição entre Washington e Pequim pelo domínio das tecnologias de IA, desde os semicondutores aos modelos avançados de inteligência artificial.
Segundo a CNBC, Huang considera que o Reino Unido poderá contribuir para aproximar os dois países, graças à sua capacidade científica e académica e ao seu papel na investigação sobre segurança da IA.
As declarações do presidente executivo da Nvidia surgem numa altura em que os riscos dos sistemas de inteligência artificial estão a ganhar maior destaque no debate internacional. A rápida evolução desta tecnologia tem levantado questões sobre a segurança, a supervisão e a necessidade de estabelecer mecanismos de cooperação entre governos, investigadores e empresas.
A Nvidia anunciou ainda um investimento de 250 milhões de dólares ao longo de cinco anos para apoiar a investigação em segurança da inteligência artificial no Reino Unido. O financiamento deverá facilitar o acesso a recursos de computação avançada por parte de projetos científicos, incluindo iniciativas ligadas à Universidade de Oxford e à University College London.
A defesa de maior cooperação internacional feita por Huang contrasta com o clima de competição tecnológica entre os Estados Unidos e a China, que continua a marcar o setor dos semicondutores e da inteligência artificial.












