No Mimi, o omakaze não tem nada de mini

Good LivingDa mesa para a boca
Maria João Vieira Pinto
01/08/2025
13:40
Good LivingDa mesa para a bocaNotícias
Maria João Vieira Pinto
01/08/2025
13:40


Partilhar

O conceito Omakaze está a ganhar adeptos e clientes em Portugal. Tendência crescente noutros países, por cá tem sido este o ano com maior número de aberturas de espaços com esta proposta gastronómica em que, basicamente, nos deixamos ir ao ritmo do chef e do produto que chegou à cozinha no dia… com sabor ao Japão!

Claro que se há quem não deixe qualquer tendência vencedora passar à porta sem a agarrar é Olivier da Costa. Por isso, e se já tem o seu mais que bem-sucedido Yakuza, só precisou de arranjar espaço e desafiar o seu de há anos, Alex Hatano, para uma nova viagem gastronómica. O resultado é nem mais que o Mimi, bem mais discreto mas de elegância idêntica, que atravessou a Avenida da Liberdade para abrir portas na Rua Rodrigues Sampaio.

Como em qualquer experiência omakaze, o que se desenhou por ali foi uma viagem imersiva ao mundo dos sabores asiáticos, numa partilha de saberes com o chef. Aliás, se for ao Mimi – devia ir, digo eu -, peça para se sentar ao balcão. É como estar na plateia a assistir a um bailado, onde uma pequena equipa de seis pessoas vai cortando finíssimas fatias de peixe, flambeia, coloca pratos e troca por outros, trabalha o arroz e serve, numa sequência ritmada e célere. Para que quem por ali está não se canse, antes queira mais e mais, e o que vem a seguir.

O ritual tem 12 momentos, sendo que todos os dias serão dias diferentes, em função, nomeadamente, do peixe que ali chega.

Pode ser que lhe calhe a bela da ostra, santolas ou jaquinzinhos. No nosso caso, os protagonistas foram outros.

Deixe-me então aqui partilhar a experiência. Para início de conversa, como que uma tela ilustrada, de seu nome Sensei (snack de rua no japão), de salicórnia com pimento vermelho e gamba cristal, e que se materializa em jeito de uma finíssima fatia de “pão”… Só ver para comer! Até ao fim.

Seguimos pela bela da Miso, aqui Asari Dashi e com mais sabor. Resultado: sorvida até à última gota. Estava belíssima, assim como belíssimo chegou o Kari-kari de maguro trufado. Depois, palco ao Hagatsou Tataki e novo aplauso, desta feita, para o tamboril no Blanc de sake.

Tempo para respirar ou limpar palato, com uma fresquíssima selecção de sashimi e entraríamos no desfile dos nigiri. Atenção, ao pormenor: como todo e qualquer nigiri se deve comer à mão, no Mimi há cuidado em trazer uma toalha quente à mesa (para ir limando as mãos a cada nigiri que passa). Primeiro, niguiri toro – não sou muito fã, mas nada a apontar; segundo: nigiri akami, espectacular; terceiro: nigiri dourada, super fresco; quarto: nigiri salongo, que surpresa; quinto: nigiri engawa, o meu preferido da noite.

E se pensa que a dança fechou por aqui, pois mantenha os sapatos calçados que ainda há tempo para um fantástico pastrami de wagyu que, quem provou e comeu, garante que não permite que fique uma migalha sequer.

No que diz respeito às bebidas, fique a saber que, claro, no Mimi não podia faltar a Sapporo – cerveja japonesa –, além de que há pairing de vinhos, champanhe e saque que, tendo em conta os diferentes tipos peixes de cada dia, também se vai ajustando.

Esta viagem do chef Alex tem um valor de 98€ por pessoa (sem bebidas), sendo que o pairing de bebidas terá um valor de 45€ por pessoa.

No nosso caso, foi uma viagem com memória!

Elevar o ADN Yakuza

“O Mimi representa um novo posicionamento para a marca Yakuza, conhecida pelas suas experiências asiáticas arrojadas e sofisticadas. Aqui, a marca mostra a sua maturidade e capacidade de se adaptar, explorando a profundidade do Japão tradicional com uma abordagem contemporânea, sem perder o seu carácter disruptivo. Nas palavras de Olivier da Costa: «O Mimi não é um restaurante by Olivier, é sim um manifesto da nossa confiança, do saber fazer que cultivámos na Yakuza e da vontade de criar algo verdadeiramente único e memorável.»”

Mimi curated by Yakuza

Rua Rodrigues Sampaio nº 94 1150-281 Lisboa

Telefone: +351 963 620 129

Aberto de Segunda a Sábado – 19:00-24:00 (Até Quarta-feira) | 19h00-01h00 (De Quinta a Sábado




Notícias Relacionadas

Ver Mais