Native Scientists foi distinguida com o Prémio BPI “la Caixa” Infância 2025

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24/09/2025
11:18
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A Native Scientists foi distinguida com o Prémio BPI “la Caixa” Infância 2025, com o programa Cientista Regressa à Escola (CRE), que vai permitir levar oficinas de ciência a cerca de 900 crianças do 4.º ano em escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária) do distrito de Setúbal.

“Receber o Prémio BPI/Fundação “la Caixa” Infância é um reconhecimento do impacto transformador do programa Cientista Regressa à Escola. Esta distinção permitirá alcançar, de uma forma mais abrangente o distrito de Setúbal, inspirando cerca de 900 crianças de 13 Agrupamentos prioritários, levando ciência às suas salas de aula e abrindo os seus horizontes”, afirmou Beatriz Amado, Gestora de Financiamento e Responsável dos Programas
da Native Scientists. “Um prémio desta dimensão não representa apenas um apoio financeiro – é uma oportunidade de levar a ciência a locais com menos acesso, fazendo cada vez mais crianças acreditarem que, se quiserem, também elas podem ser cientistas!”

Este programa será implementado, de uma forma massiva, num distrito conhecido por ter elevadas taxas de insucesso escolar, e com alunos e alunas em ação social escolar superiores à média nacional segundo dados fornecidos pelo Atlas da Educação 2025. As cerca de 900 crianças que englobam este programa estão inseridas em 13 agrupamentos de escolas em concelhos como Almada, Seixal, Barreiro, Palmela, Setúbal, Sines, Alcácer do
Sal e Santiago do Cacém.

O Cientista Regressa à Escola cria pontes entre crianças e cientistas da mesma terra natal e/ou que frequentaram a mesma escola do 1.º ciclo, com vista à redução de desigualdades, promoção da literacia científica e apoio na igualdade de oportunidades. Ao trabalhar em escolas inseridas em contextos vulneráveis, como é o caso das escolas TEIP do distrito de Setúbal, e desconstruir estereótipos de ciência, o projeto alarga os horizontes destas crianças, abrindo a possibilidade da ciência funcionar como um elevador social no futuro e ajudando-as a sair de situações de vulnerabilidade e a quebrar com o ciclo de pobreza onde nasceram.
Cada uma das crianças irá participar em várias etapas ao longo do ano letivo: uma pré-oficina, a oficina com a pessoa cientista, uma pós-oficina, uma caderneta de cientistas interativa e um concurso nacional interescolar. Com este aumento de exposição à ciência, a Native Scientists irá contribuir para o fortalecimento das competências e recursos das crianças, com a aquisição de novos conhecimentos e uma maior motivação para a
experimentação e o estudo, capacitando-as para a aprendizagem, o conhecimento, a experimentação, o pensamento crítico, a resolução de problemas e a realização pessoal.
Esta abordagem baseia-se em metodologias de Educação Circular e Capital de Ciência, reforçando a ideia de que “se eu quiser, posso ser cientista”. Desde o seu lançamento em 2021, o programa já envolveu mais de 7500 crianças em todo o país, sendo que 54% conheceram uma pessoa cientista pela primeira vez através desta iniciativa.




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