Moullinex cria Laboratório da Empatia no Craveiral

Poderemos com a arte catalisar empatia entre dois desconhecidos? De que forma a arte e ciência em diálogo podem ajudar a reflectir este processo? Como podemos reconhecer, mapear, interferir e medir níveis de empatia? A empatia treina-se? Estas são algumas das perguntas a que o Espaldar – Centro de Apoio Artístico do Craveiral procura responder em tempo de pandemia.

Com curadoria de Ana Freitas Reis e Bruno Ferreira, e design de Diana Oliveira, o projecto criado no seio do Alentejo vai colocar o foco da sua primeira residência de 2020/2021 na empatia. O objectivo é explorar este conceito que permite a uma pessoa colocar-se no lugar de outra.

A primeira residência acontece já de 13 a 20 de Dezembro e tem como convidado o músico Moullinex. Juntamente com a sua banda e outros músicos, mas também neurocientistas e artistas visuais, Moullinex vai dar vida a um laboratório que tem como propósito estudar a empatia.

Segundo é explicado em comunicado, Moullinex tem estado a desenvolver este tema ao longo dos últimos dois anos a propósito do seu novo álbum “Requiem for Empathy”, com lançamento previsto para Março de 2021.

Mais concretamente, este laboratório vai monitorizar os sinais biométricos de dois voluntários para tentar quantificar e ilustrar a empatia entre estranhos. “Interagiremos com os voluntários através da música e feedback visual, explorando este mecanismo como uma forma adicional de expressão artística que, em teoria, pode oferecer ao artista um retorno imediato do impacto da sua performance no público”, explica ainda a organização.

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