Um novo estudo da plataforma de moda sustentável Eco Age revela que os consumidores estão cada vez mais conscientes e exigentes em relação às práticas das marcas antes de efetuarem uma compra. Segundo a investigação, muitos compradores estão dispostos a “sacrificar dinheiro por respostas”, exigindo transparência e responsabilidade das empresas.
A sondagem, realizada este mês com mais de 750 participantes da comunidade global da Eco Age, indica que 90% dos inquiridos boicotariam uma marca associada a maus-tratos aos trabalhadores ou práticas ambientalmente prejudiciais.
Além disso, 81% afirmam que investigam ativamente as marcas antes de comprar, verificando se cumprem as promessas éticas, de sustentabilidade e ambientais. Apenas 4% declararam que continuariam a comprar numa marca após um escândalo.
No que diz respeito às prioridades dos consumidores, a produção ética de roupa é o fator mais importante para 28% dos participantes, enquanto apenas 13% se preocupam sobretudo com o preço. A durabilidade e a possibilidade de reparar peças superam agora a moda e o custo: 54% dos inquiridos valorizam mais a durabilidade, e a mesma percentagem afirma comprar roupa em segunda mão ou reparada com muito mais frequência do que há uma década.
Citado pela Fashion United, John Higginson, CEO da Eco Age, comenta: “Os dados confirmam a tendência que observamos na indústria: os consumidores querem factos, não superficialidades. A era da sustentabilidade performativa está a chegar ao fim. Os compradores percebem promessas vagas e campanhas vistosas; exigem dados credíveis e provas de que a mudança é real.”














