Lionel Messi está a ser processado nos Estados Unidos por publicidade enganosa relacionada com a sua marca de bebidas desportivas Mas+ by Messi. A ação foi movida pela Prime Hydration, marca rival de bebidas energéticas fundada pelos influenciadores Logan Paul e KSI, que acusa Messi e a Mas+ de falsear a sua participação no desenvolvimento do produto, escreve o puromarketing.
A polémica começou quando a Prime Hydration alegou que o design da embalagem da bebida Mas+ se assemelhava demasiado ao seu, criando confusão entre os consumidores. No entanto, o caso foi além da questão do design, com a Prime a acusar Messi de enganar os consumidores ao promover a bebida como se tivesse sido ele próprio a criar o produto. Em campanhas publicitárias, Messi é apresentado como o principal responsável pelo desenvolvimento da bebida, com a promessa de uma “autoria genuína” e participação ativa no processo criativo.
No entanto, segundo uma declaração jurada de Messi, apresentada em tribunal, o jogador revelou que o design da embalagem foi desenvolvido pela Mark Anthony Group, empresa responsável pela produção, antes de ele se envolver no projeto. A sua participação, afirmou Messi, limitou-se a sugestões sobre o uso da sua imagem e nome, e não ao processo criativo ou ao design do produto, como foi publicamente divulgado. A revelação de que Messi não teve um papel ativo na criação da bebida gerou críticas por parte da Prime, que alega que esta discrepância constitui uma forma de publicidade enganosa.
O caso, que está a ser discutido nos tribunais federais da Flórida, levanta questões sobre a transparência nas campanhas publicitárias envolvendo celebridades e a responsabilidade das marcas na criação de narrativas autênticas. A Prime argumenta que os consumidores foram induzidos em erro, acreditando que Messi estava pessoalmente envolvido no desenvolvimento do produto, quando, na realidade, o seu papel foi meramente promocional.
Além da disputa legal sobre a autenticidade da publicidade, o caso coloca em foco o crescente impacto da utilização de celebridades em campanhas publicitárias e como as marcas gerem a imagem dos seus embaixadores. A decisão judicial poderá ter implicações significativas sobre os limites da publicidade no contexto das redes sociais, onde as figuras públicas são frequentemente associadas a produtos de forma direta, mas nem sempre genuína, refere o puromarketing.














