Um estudo recente da Freedom House revela que a liberdade na internet continua a ser um privilégio raro: apenas 18 países no mundo podem ser considerados totalmente livres no acesso e utilização da rede digital. A maioria dos outros países enfrenta restrições parciais ou severas, evidenciando uma disparidade global no direito à informação.
O relatório aponta que regiões como América do Norte, Europa Ocidental e Austrália mantêm uma forte proteção digital, com leis e políticas que promovem um ambiente online aberto. Em contraste, grandes áreas de África, Médio Oriente e Ásia enfrentam censura, bloqueio de plataformas e vigilância massiva, limitando significativamente a liberdade de expressão e a autonomia digital dos cidadãos.
Na América Latina, o panorama é misto. Alguns países desfrutam de relativa liberdade, enquanto outros enfrentam restrições que afetam jornalistas, criadores de conteúdo e a privacidade dos utilizadores. A instabilidade política e as lacunas institucionais contribuem para que o acesso pleno à internet permaneça um desafio em várias regiões.
Especialistas destacam que a liberdade digital está intimamente ligada à maturidade democrática e à estabilidade institucional de cada país. Não é apenas uma questão de acesso: envolve direitos digitais, segurança, privacidade e a capacidade de participar online sem medo de represálias.














