Setembro será palco de um dos fenómenos astronómicos mais marcantes do ano: o eclipse lunar total mais longo de 2025, conhecido como Lua de Sangue. Acontece na noite de 7 para 8 de setembro e poderá ser observado de várias regiões de Portugal, sem necessidade de qualquer equipamento especial.
Mais do que um simples espetáculo celeste, este tipo de evento é uma oportunidade para marcas, plataformas e criadores de conteúdos se ligarem ao interesse crescente dos consumidores por experiências visuais únicas, bem como pelo lado simbólico e espiritual que envolve estes momentos.
Durante cerca de 82 minutos, a Lua mergulhará na sombra da Terra, adquirindo uma tonalidade avermelhada, fenómeno causado pela difração da luz solar na atmosfera terrestre. Este efeito, que dá origem à designação popular “Lua de Sangue”, cria uma imagem poderosa no céu noturno, captando a atenção tanto de entusiastas da astronomia como do público geral.
Este será o eclipse lunar total com maior duração em 2025, e Portugal está entre os países privilegiados com visibilidade parcial ou total do fenómeno.
Onde e quando ver a Lua de Sangue em Portugal
A observação será possível em todo o território nacional, com melhores condições no interior e sul do país, onde a Lua nasce mais cedo e o horizonte oferece menos obstruções. Regiões como o Algarve poderão acompanhar praticamente todas as fases do eclipse. Já em Lisboa, Porto ou na Madeira, o fenómeno será visível, mas de forma menos prolongada.
Horário do eclipse lunar total (hora de Lisboa):
16h28 – Início da fase penumbral (escurecimento subtil);
17h27 – Início da fase parcial (formação da “mordida” na Lua);
18h30 – Início da totalidade (Lua adquire tom avermelhado);
19h11 – Pico máximo do eclipse;
19h52 – Fim da totalidade;
20h56 – Fim da fase parcial;
21h55 – Fim completo do fenómeno.
Diferente dos eclipses solares, os eclipses lunares podem ser observados a olho nu sem qualquer perigo para a visão. Basta um céu limpo e horizonte desobstruído. Telescópios ou binóculos podem realçar os detalhes, mas não são indispensáveis.
O único obstáculo pode ser mesmo o estado do tempo, céus nublados impossibilitam a visualização. Ainda assim, plataformas digitais e apps de astronomia permitem acompanhar o fenómeno em tempo real ou revê-lo posteriormente.












