O lançamento do smartphone dourado “T1”, promovido pela Trump Organization, voltou a ser adiado. Inicialmente previsto para chegar aos consumidores em agosto, o lançamento do equipamento foi depois adiado para outubro de 2025, mas acabou o ano sem chegar efetivamente ao mercado.
Apesar de o telefone continuar disponível para pré-encomenda no site da Trump Mobile por 499 dólares — mediante um pagamento inicial de 100 dólares —, a empresa não apresenta atualmente qualquer data oficial de envio.
De acordo com informações avançadas ao Financial Times pela equipa de apoio ao cliente da Trump Mobile, o recente “shutdown” de 43 dias do governo dos Estados Unidos terá contribuído para novos atrasos logísticos, tendo sido avançado que existia a “forte possibilidade” de o smartphone não ser entregue antes de 2026, o que já se veio a comprovar.
O projeto, anunciado publicamente em junho e liderado pelos filhos mais velhos de Donald Trump, integra uma oferta de telecomunicações mais ampla. O serviço móvel exige um plano mensal de 47 dólares e promete cobertura 5G através das redes da AT&T, Verizon e T-Mobile, além de chamadas, mensagens e dados ilimitados, proteção do dispositivo, assistência em viagem, serviços de telemedicina e chamadas internacionais gratuitas.
Um dos principais argumentos utilizados na promoção do “T1” passa pelo facto de o equipamento ser alegadamente fabricado nos Estados Unidos, posicionando-se como uma alternativa “americana” a smartphones produzidos por gigantes internacionais como a Apple e a Samsung. No entanto, após críticas e ceticismo em torno da cadeia de abastecimento, a Trump Mobile alterou o que tinha escrito no site, passando de “fabricado nos EUA” para “criado nos Estados Unidos”.
Após a data de lançamento inicialmente prevista para outubro, a empresa deixou de atualizar os consumidores sobre prazos de entrega e removeu por completo qualquer referência a datas de envio do seu site oficial. Em paralelo, começou a comercializar smartphones em segunda mão da Apple e da Samsung, muitas vezes a preços considerados inflacionados, segundo relatos da imprensa especializada.
Até ao momento, a Trump Mobile não esclareceu quando o “T1” será efetivamente lançado, nem que percentagem da produção será realizada em território norte-americano.














