Com o crescimento do jogo online, tudo indica que 2026 será um ano marcado por uma fiscalização mais rigorosa em Portugal e na Europa. Além da proteção do jogador, o foco recai também sobre a publicidade e a comunicação, assim como o papel dos influenciadores na promoção legal ou ilegal de plataformas de jogo online. O reforço do combate ao jogo ilegal surge como prioridade para proteger os jogadores de riscos financeiros, legais e de segurança.
Segundo Pedro Hubert, do Instituto de Apoio ao Jogador, «nos sites ilegais impera a “lei da selva”: não existe política de Jogo Responsável, o dinheiro pode ser retido e os jogadores ficam totalmente desprotegidos.»
De acordo com o estudo “Hábitos de Jogo Online dos Portugueses”, realizado pela AXIMAGE para a APAJO (Associação Portuguesa de Apostas e Jogos Online), 4 em cada 10 jogadores online continuam a usar plataformas ilegais, um valor que se mantém estável desde 2020. Os números e dados são preocupantes:
- 40% dos jogadores online utilizam plataformas ilegais;
- Os jogadores mais jovens revelam maior apetência por operadores sem licença;
- No top 15 de plataformas mais usadas, quatro não são licenciadas;
- 61% dos utilizadores que recorrem a sites ilegais acreditam estar a jogar em plataformas licenciadas;
A disparidade financeira também é evidente: apenas 6% dos utilizadores de sites legais gastam mais de 100 euros por mês, enquanto entre os que apostam no mercado ilegal, essa percentagem é 20% superior.
A APAJO é clara: é urgente acabar com a promoção de operadores ilegais, sobretudo através de influenciadores digitais. Paralelamente, o Portal da Queixa alerta para a importância de identificar operadores legais, garantindo uma experiência de entretenimento segura e responsável.
Como identificar os operadores legais em Portugal
Identificar operadores legais é essencial para garantir um jogo online seguro. Em Portugal, apenas as plataformas licenciadas pelo Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ) podem operar legalmente.
Antes de escolher uma plataforma, verifique sempre:
- Licença válida emitida pelo SRIJ que consta na listagem de casas legais;
- Selo oficial do SRIJ no rodapé do site;
- Termos e condições claros e acessíveis;
- Métodos de pagamento seguros e regulamentados;
- Endereço do site seguro (HTTPS) e sem redirecionamentos suspeitos.
Segundo uma notícia recente da CNN Portugal, a publicidade do jogo online em canais nacionais é uma das formas mais simples de identificar operadores legais.
Para facilitar esta escolha, além do SRIJ que é a entidade reguladora nacional, no Portal da Queixa pode consultar o índice de satisfação de diversos casinos online em Portugal e verificar o histórico das marcas.
A prevenção é a ferramenta mais forte do apostador. Aposte sempre em casas de apostas legais e confirme sempre a informação junto de fontes oficiais.
Riscos de apostar em operadores ilegais
Apostar em casas de apostas ilegais ou casinos ilegais acarreta perigos que vão muito além da perda da aposta. A falta de proteção é total.
Ao jogar em operadores ilegais, pode comprometer o seu dinheiro, os seus dados pessoais, ser vítima de fraude e até, sem o saber, colaborar com organizações criminosas.
O problema do jogo ilegal é por isso um problema de:
- Falta de segurança para o seu dinheiro e dados pessoais;
- Não tem garantia de que o jogo não está a ser adulterado.
- Não existe controlo, inspeção ou regulação por parte de qualquer entidade;
- As entidades não dão apoio ou suporte;
- Não tem qualquer proteção legal;
- Sem opção de Jogo Responsável e ferramentas de autoexclusão ou limites de depósito, facilitando o desenvolvimento de comportamentos aditivos;
- Poderá ser multado com coimas de 2.500 a 25.000 euros.
Definir limites de jogo, analisar o histórico de apostas e conhecer opções de autoexclusão são práticas essenciais e disponíveis apenas no jogo online legal.
Crescimento das apostas e operadores ilegais
Segundo o estudo da APAJO, apesar do crescimento do mercado regulado, cerca de 40% dos consumidores continuam a apostar em plataformas ilegais.
O estudo, realizado em junho de 2025, com 1.008 entrevistas, revela que 61% dos utilizadores que jogam em operadores ilegais não sabem que estão a cometer um crime.
As redes sociais, o marketing digital e as recomendações de amigos continuam a ser os principais motores do jogo ilegal em Portugal. Estes canais representam, respetivamente, 36,8% e 42,1% das vias de acesso a operadores sem licença. Além disso, os relatórios do SRIJ indicam milhares de notificações e bloqueios de sites ilegais até ao final de 2024, o que demonstra a dimensão do problema e a necessidade de reforçar a fiscalização do jogo online.
Neste contexto, a APAJO defende que 2026 deve ser o ano de acabar com a promoção de operadores ilegais por influenciadores e criadores de conteúdo digital, que atraem os mais jovens para plataformas sem qualquer supervisão.
Impacto financeiro e legal
Embora o mercado legal tenha gerado uma receita bruta de 323 milhões de euros no segundo trimestre de 2025 (um aumento de 42,1% face ao ano anterior), o mercado paralelo continua resiliente.
Os dados comprovam que jogadores em plataformas ilegais jogam mais e gastam mais. Enquanto apenas 6% dos utilizadores de operadores legais gastam mais de 100 euros por mês, esse valor sobe 20% nos operadores ilegais.
Além do risco de perder o dinheiro depositado, os jogadores podem enfrentar multas superiores a 2.500 euros.
São frequentes as reclamações de contas bloqueadas e fundos retidos sem explicação. Estas situações não têm qualquer proteção legal.
Falta de proteção do jogador
Operadores ilegais não oferecem ferramentas que protegem o jogador, como:
- Limites de depósito;
- Pausas no jogo;
- Autoexclusão.
Além disso, não existe verificação rigorosa de identidade, permitindo o acesso de menores e jogadores já autoexcluídos que podem estar com sérios problemas de adição.
No mercado licenciado, pelo contrário, 81% dos jogadores conhecem as ferramentas de jogo responsável e 40% já as utilizaram, sobretudo para limitar apostas e depósitos.
O contexto regulatório em Portugal e na Europa
O ano de 2026 marca um reforço claro da fiscalização e cooperação internacional no combate ao jogo ilegal. Em novembro de 2025, reguladores europeus assumiram uma posição conjunta contra a operação e publicidade de plataformas ilegais.
A Reunião de reguladores europeus de jogo com foco no combate ao jogo ilegal reforçou a partilha de informação, o bloqueio rápido de sites ilegais e a proteção dos jogadores, sobretudo dos mais vulneráveis.
Assim, o foco para 2026 é claro: a fiscalização do jogo online será reforçada através da partilha de informação entre países e do apelo às plataformas digitais (como redes sociais e motores de busca) para bloquearem a publicidade de marcas não autorizadas.
Esta cooperação visa garantir que os operadores legais operam num mercado justo, onde a proteção do jogador e a ordem pública sejam priorizadas, combatendo o branqueamento de capitais e a manipulação de resultados desportivos.
Em Portugal, o SRIJ mantém-se como a entidade responsável por fiscalizar e regular e tem ainda um papel central na supervisão e licenciamento dos operadores.
Recursos e apoio para jogadores
Apostar deve ser sempre uma atividade de lazer consciente. Em Portugal, existem várias entidades que oferecem apoio a jogadores, informação e ferramentas de prevenção:
| Instituição | Contacto | Finalidade |
| SRIJ | 214 447 000 | Denúncias e Lista de Licenças |
| IAJ | 919 927 707 | Linha de apoio ao jogador |
| SOS Jogadores | 911 884 125 | Apoio psicológico e Adição |
Conclusão: Como o jogo online pode ser seguro e um entretenimento saudável para o apostador
A meta da APAJO é reduzir a quota de jogo ilegal para menos de 20% até ao final de 2026.
Em 2026 espera-se um reforço efetivo da fiscalização do jogo online, com medidas concretas contra operadores ilegais, influenciadores e métodos de pagamento não autorizados em plataformas sem licença.
O futuro do jogo online seguro em Portugal depende de uma ação conjunta entre reguladores, associações e o próprio consumidor.
O jogo e as apostas online podem ser uma forma de entretenimento segura e responsável, mas apenas quando realizados em casas de apostas e casinos online legais.
Ao escolher plataformas licenciadas, o jogador garante que:
- Os seus dados pessoais estão protegidos pela lei europeia.
- Os jogos são auditados e os resultados são justos.
- Existem ferramentas de jogo responsável para definir limites e prevenir a adição.
A prevenção começa com a informação. Consulte sempre fontes confiáveis como o SRIJ e o Instituto de Apoio ao Jogador.
Aposte com responsabilidade, escolha casinos online legais em Portugal e contribua para um mercado mais seguro e transparente.














