Conhecida cientificamente como Gynostemma pentaphyllum, esta planta tem vindo a ganhar destaque sob o nome de “erva da imortalidade” — uma designação ousada, mas “sempre mais apoiado por estudos científicos”, escreve o Corriere della Sera.
Tradicionalmente usada na medicina popular asiática para revitalizar o corpo e prolongar a vida, o jiaogulan é agora vendido sob a forma de infusões e suplementos em herbanárias e supermercados, sobretudo nos EUA e na Europa. Segundo o jornal italiano, o seu sabor é amargo, mas com um “sabor doce, semelhante ao de alcaçuz ou ginseng”.
Rico em gypenosídeos — saponinas semelhantes às do ginseng —, o jiaogulan atua como regulador da energia celular, melhora a resposta ao stress e tem um poder antioxidante que, segundo alguns especialistas, pode ser “até oito vezes maior que o do chá verde”. Estudos apontam também para benefícios ao nível da pressão arterial, circulação e controlo dos níveis de açúcar no sangue. Michael Aziz, em declarações ao New York Post, destaca ainda o potencial da planta no combate ao fígado gordo e a distúrbios metabólicos associados ao envelhecimento.
Apesar do entusiasmo, o consumo deve ser feito com precaução. Os efeitos secundários são geralmente ligeiros — como náuseas ou tonturas — mas o uso não é recomendado durante a gravidez ou em combinação com medicamentos para pressão arterial ou diabetes. Como conclui o Corriere della Sera, “a erva da imortalidade não é uma poção mágica, mas um recurso natural que, se tomado corretamente, pode ser benéfico”.














