Influenciadora Digital: o novo rosto da Influência

Opinião
Marketeer
26/12/2025
20:02
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Opinião de Ângela Pereira – Brand Manager AEG Portugal

A tecnologia deixou de ser apenas uma ferramenta para se tornar também uma voz. Os influenciadores digitais criados com base em inteligência artificial são um exemplo claro desta evolução, trazendo novas possibilidades para marcas e consumidores.

São figuras virtuais, concebidas por equipas criativas e suportadas por tecnologia, capazes de interagir e criar experiências relevantes. Mais do que emocionar, o seu papel é aproximar as marcas das pessoas, com conteúdos consistentes e adaptados a diferentes contextos.

A criação de um influenciador digital surge da necessidade de inovar na forma como comunicamos. Num contexto em que a atenção do consumidor é escassa, a tecnologia permite agora construir presenças que oferecem continuidade e flexibilidade, sem limitações naturais de tempo ou agenda. Não se trata de substituir pessoas, a autenticidade humana continua a ser insubstituível, mas de acrescentar uma dimensão complementar.

Uma das mais valias destes “embaixadores virtuais” é a capacidade de unir o rigor da programação à criatividade humana. Esta combinação permite criar narrativas consistentes e experiências visuais que reforçam a identidade da marca, sem perder flexibilidade para se adaptar a diferentes contextos e públicos.

No futuro, veremos esta integração chegar ao ponto de venda, com experiências personalizadas e assistentes virtuais que respondem em tempo real. O digital e o físico deixarão de ser realidades paralelas para se tornarem parte de uma mesma experiência.

A questão não é se vieram para ficar, mas como serão usados. Serão éticos e transparentes? Conseguirão gerar empatia sem cair na ilusão de uma “humanidade artificial”? A resposta dependerá da responsabilidade com que forem concebidos.

A comunicação está a mudar. Cabe-nos a nós, profissionais de marketing e comunicação, garantir que esta evolução tecnológica mantém o foco onde sempre deve estar: nas pessoas. Porque, no fim, a tecnologia só tem valor se servir a humanidade – mesmo quando é ela própria a falar por nós.




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