A Fundação Meo relançou o projeto Cabines de Leitura, dando nova vida a antigas cabines telefónicas, ao transformá-las em microbibliotecas e “centros vivos de cultura, proximidade e impacto social”.
Desde 2013 que as antigas cabines telefónicas deixaram de ser um equipamento urbano – cuja progressiva perda de utilidade, ditada pela inovação tecnológica, levou ao abandono – para passar a ser um “espaço cultural e um ponto de encontro ao serviço das comunidades”.
Numa primeira fase do projeto, foram reinventadas mais de uma centena de cabines, sendo que agora se dá início a um novo ciclo, mais digital, e também dedicado às crianças, refere-se em nota de imprensa, o qual representa “mais um passo na preservação da memória coletiva, mas também na criação de novas memórias” para os munícipes das cidades que vão beneficiar destas instalações.
“A Fundação Meo decidiu dar uma nova vida às antigas cabines telefónicas, transformando-as em espaços abertos à comunidade. Estas Cabines deixam de ser um objeto do passado para se tornarem lugares vivos: microbibliotecas, espaços para todos, pontos de cultura e de proximidade”, diz Carolina Pita Negrão, diretora da Fundação Meo, citada em comunicado.
Além de um design renovado e identidade contemporânea, as cabines apresentam agora novas funcionalidades como conteúdos digitais acessíveis via QR Code, uma parede “instagramável”, um espaço dedicado às crianças e uma caixa postal para mensagens positivas, “onde é feito um convite à participação de quem passa, lê, escreve e partilha”.
Depois da inauguração da cabine de Picoas, em Lisboa, a Fundação Meo irá requalificar mais nove cabines em várias regiões do país ao longo do primeiro trimestre de 2026, nomeadamente no Porto, Beja, Portimão, Fundão, Oliveira de Azeméis, Góis, Benavente, Feijó e Gouveia.
Além da preservação do património e da sua projeção para o futuro, o objetivo desta iniciativa passa por “promover a partilha e a leitura, ampliando o impacto que a cultura tem na vida das comunidades”.














