Pela primeira vez, todos os olhos no Museu do Louvre não estão voltados para a Mona Lisa, mas para onde ela será exibida. O museu lançou um concurso internacional de design para reimaginar a sua entrada e criar uma galeria subterrânea dedicada à sua obra mais famosa.
O convite é feito a arquitetos do mundo todo para que apresentem projetos que aliviem a superlotação crónica, preservando, ao mesmo tempo, a identidade histórica do museu. O projeto vencedor deverá ser revelado no início de 2026, com a conclusão da construção prevista para 2031.
Esta iniciativa integra o plano mais amplo Nouvelle Renaissance, apresentado no início deste ano pelo presidente francês Emmanuel Macron. Um dos pontos centrais é uma nova galeria subterrânea de 3.000 metros quadrados sob o pátio Cour Carrée, onde ficará a Mona Lisa. A mudança pretende proporcionar uma experiência mais tranquila e focada aos visitantes, substituindo o cenário frequentemente caótico que se observa atualmente na Ala Denon. A nova galeria também incluirá contexto adicional sobre a pintura, como o seu roubo em 1911 e a ascensão à fama global.
Para acomodar o número crescente de visitantes, que chegou a 8,7 milhões em 2024 – muito além da capacidade prevista quando a pirâmide de vidro de IM Pei foi inaugurada em 1989 – o Louvre também procura propostas para uma nova entrada na sua fachada leste.
O novo acesso deverá integrar-se à Colunata de Perrault, marco arquitetónico do século XVII, junto ao Sena. A direção do museu sublinha a importância de equilibrar funcionalidade com o respeito pela herança clássica do edifício.
Um júri internacional com 21 membros avaliará as propostas, reduzindo-as a cinco finalistas até outubro.














