Fim de capítulo: Casa sai de Portugal e leiloa tudo para pagar as dívidas

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Marketeer
19/09/2025
10:58
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A Casa, marca do retalho de decoração e artigos para o lar, acaba de anunciar o encerramento de todas as suas lojas em Portugal, após declarar falência. A notícia, avançada por diversos meios nacionais e internacionais, marca o fim de uma presença de anos no mercado português e levanta uma questão inevitável: o que levou uma marca tão reconhecida a fechar portas?

Com sede na Bélgica, o grupo entrou com o pedido de insolvência no Tribunal Empresarial de Turnhout já em outubro do ano passado, tentando ganhar tempo com um pedido de proteção contra credores. Mas o tempo não foi suficiente. Em comunicado, a gestão revelou que tentou encontrar investidores ou compradores até ao último minuto, mas sem sucesso. “Nenhum financiador externo ou parceiro estratégico quis comprometer-se”, admitiu a empresa à imprensa belga.

A Casa não resistiu ao impacto prolongado da pandemia e à transformação acelerada do setor. A concorrência com gigantes como IKEA, Homa e plataformas digitais como a Temu, acabou por acelerar a perda de quota de mercado. A marca não conseguiu recuperar, nem reinventar-se ao ritmo exigido pelo novo comportamento dos consumidores.

O fecho das operações em Portugal implica o encerramento de 13 lojas, afeta diretamente 98 trabalhadores e deixa por resolver dívidas junto de 110 credores, segundo dados avançados pelo Jornal de Negócios. Como última tentativa de minimizar os prejuízos, a Casa vai proceder à venda do stock existente, através de leilão, para tentar amortizar parte das dívidas.

Mas nem tudo está perdido. Apesar do recuo no nosso país, o grupo mantém-se ativo no Luxemburgo, com lojas a funcionar em várias cidades, incluindo Strassen, Esch-sur-Alzette, Bettembourg, Foetz, Pommerloch, Huldange, Mersch e Sandweiler. “Essas lojas permanecerão abertas”, confirmou a empresa ao Jornal Económico.




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