A Berkshire Hathaway, conglomerado liderado por Warren Buffett durante seis décadas, anunciou um novo investimento no New York Times, marcando o regresso ao setor de jornais depois de ter vendido o seu portfólio de publicações em 2020. A participação, avaliada em cerca de 324 milhões de euros, corresponde a aproximadamente 5,07 milhões de ações do jornal norte-americano. Após o anúncio, as ações do Times valorizaram-se 4% nas transações pós-mercado, para 76,99 dólares. sublinha a reuters.
No mesmo período, a Berkshire reduziu parte das suas posições em grandes empresas tecnológicas. A empresa vendeu 4% da sua participação na Apple, que continua a ser o maior investimento da carteira, avaliada em cerca de 57 mil milhões de euros, e 77% das ações da Amazon, correspondentes a 10 milhões de unidades.
O último trimestre de 2025 marcou também a transição na liderança do grupo, com Greg Abel a assumir o cargo de CEO em 1 de janeiro, enquanto Warren Buffett permanece como presidente. Ainda não foi divulgado se estas decisões de investimento foram tomadas por Buffett, Abel ou pelo gestor de carteira Ted Weschler.
Os anúncios de novos investimentos da Berkshire costumam provocar subidas imediatas nos preços das ações visadas, refletindo o que os investidores percebem como um selo de confiança de Buffett. A aposta no New York Times ganha particular simbolismo, considerando que Buffett começou a sua carreira como entregador de jornais e sempre demonstrou interesse pelo setor antes de vender o portfólio de publicações da Berkshire.
Além de jornais e grandes tecnológicas, a Berkshire Hathaway mantém uma carteira diversificada com empresas ferroviárias (BNSF), seguradoras (Geico), energéticas, de manufatura e marcas de retalho como Brooks, Dairy Queen, Fruit of the Loom e See’s.
Mais detalhes sobre estas movimentações deverão ser divulgados no relatório anual da Berkshire e na primeira carta de acionistas de Greg Abel, marcada para 28 de fevereiro.













