Custo dos seguros de saúde para empresas deve subir mais de 10% em 2025

NotíciasSaúde
Marketeer
16/09/2025
08:48
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Este ano, os prémios dos seguros de saúde pagos pelas empresas no mercado português devem sofrer um aumento médio de 10,3%. Esta é a conclusão de um estudo desenvolvido pela Coverflex, que analisa a evolução esperada dos preços, os factores que influenciam essa mudança e as principais tendências do sector segurador.

As conclusões do estudo “Custos dos seguros de saúde para as empresas em Portugal” resulta das respostas ponderadas de seguradoras que, juntas, representam 87% do mercado de seguros de saúde para empresas em Portugal.

De acordo com a Coverflex, o aumento dos prémios estimado para este ano representam um “maior maior investimento financeiro para as empresas”, sobretudo tendo em conta que “o seguro de saúde é hoje um dos benefícios mais valorizados pelos colaboradores e, consequentemente, um elemento importante no que diz respeito ao employer branding”.

O inquérito aponta como o principal factor para o aumento de custos a inflação médica, que se reflecte nas “subidas significativas nos preços das consultas, exames complementares de diagnóstico, tratamentos especializados e dispositivos médicos”. “Esta tendência é agravada pela concentração do sector privado em grandes grupos hospitalares”, sublinha a Coverflex.

Entre outros factores que explicam esta tendência, estão a maior procura pelo sector privado, face às dificuldade sentidas no SNS, ou o envelhecimento da população e, consequentemente, a prevalência crescente de doenças crónicas. “Mais de quatro milhões de pessoas já possuem seguro de saúde e prevê-se que esse número possa ultrapassar os cinco milhões nos próximos dois a três anos. O facto de as pessoas recorrerem cada vez mais aos serviços privados traduz-se em custos médios por sinistro mais elevados”, sublinha a empresa.

Face ao aumento esperado dos custos dos seguros de saúde, a Coverflex deixa ainda alguns conselhos às empresas:

• Renegociar as condições da apólice com as seguradoras, com eventuais alterações no desenho das coberturas e partilha de custos com o colaborador (franquias, co-pagamentos ou contribuição no prémio);

• Promover a prevenção e programas de literacia em saúde, para reduzir a utilização desnecessária e contribuir para uma sinistralidade mais controlada;

• Considerar oferecer benefícios flexíveis, que permitem não só acomodar as diferentes necessidades da equipa, como também a partilha de custos entre a empresa e os colaboradores.




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