Muitos têm o hábito de carregar o telemóvel na mesinha de cabeceira ou mesmo deitá-lo na cama, mas especialistas alertam que esta prática pode prejudicar tanto a qualidade do sono como a vida útil do aparelho.
A recomendação central é simples: aplicar a chamada “regra do metro”, que consiste em colocar o telemóvel a uma distância de 1 a 2 metros da cama. Esta medida reduz a estimulação cerebral provocada pelo aparelho e diminui os riscos de sobreaquecimento ou incêndio.
O problema não é apenas a radiação do dispositivo, mas a forma como o cérebro reage à sua presença. Ter o telemóvel por perto mantém o sistema nervoso em estado de semi-alerta, com a mente pronta para notificações, emails ou emergências. Mesmo em silêncio ou modo avião, o aparelho atua como um estímulo latente, fragmentando o sono profundo e o sono REM, fases essenciais para a recuperação cognitiva.
Do ponto de vista técnico, o carregamento das baterias de lítio gera calor. Colocar o telemóvel entre almofadas, sobre o colchão ou debaixo da cama bloqueia a ventilação necessária, eleva a temperatura do dispositivo e acelera a degradação da bateria. Em casos de cabos defeituosos ou baterias com problemas, esta prática aumenta ainda o risco de acidentes e pequenos incêndios.
Além dos benefícios de segurança, a regra do metro também ajuda na rotina diária. Colocar o telemóvel longe obriga a levantar-se para desligar o alarme, diminuindo a tendência de adiar a manhã. Também evita que se comece o dia a consultar redes sociais ou mensagens ainda deitado, reduzindo a sobrecarga de informação logo ao acordar.
Para cumprir esta regra, os especialistas sugerem superfícies duras e ventiladas, como uma mesa, cómoda ou estante, mantendo o dispositivo longe da cama.














