Critical Software: Empresa portuguesa que fornece a NASA quer ajudar a “construir um mundo melhor”

EntrevistaNotícias
Daniel Almeida
09/10/2025
15:02
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“Build” (“Construir”) é o mote da nova campanha multimeios da tecnológica Critical Software, que reforça assim o seu compromisso em desenvolver tecnologia que “sirva a sociedade, colocando a segurança, a sustentabilidade e a inclusão no centro da sua missão”.

Mais do que uma mudança de paradigma ou de posicionamento, a nova campanha visa explicar ao público em geral e consolidar aquela que tem sido a missão da empresa desde a sua génese, há mais de 25 anos. Desde 1998 que a Critical Software se dedica a trabalhar em alguns dos sectores mais exigentes, desenvolvendo soluções de software e serviços de engenharia para o suporte de sistemas críticos orientados à segurança, à missão e ao negócio de empresas. É o caso do sector aeroespacial, tendo desenvolvido sistemas que monitorizam a segurança de missões espaciais da Agência Especial Europeia (ESA) e da NASA, por exemplo.

Agora, este propósito surge de forma mais explícita, através de uma campanha que pretende mostrar o compromisso da empresa portuguesa em criar tecnologia que não só promove o progresso, mas também fortalece comunidades, protege o ambiente e contribui para o bem-estar global. No fundo, que “a verdadeira inovação vai além da conquista técnica”.

Em entrevista à Marketeer, Sérgio Ferreira, brand manager da Critical Software, aborda os objectivos e a importância desta campanha.

Sérgio Ferreira, brand manager da Critical Software

“Build Better” é o lema da Critical Software, agora reforçado com a nova campanha (“Build”). O que significa este lema e como impacta o posicionamento e o propósito da empresa?

O propósito da Critical é claro: “Helping to Build a Better and Safer World” (“Ajudar a construir um mundo melhor e mais seguro”). É isso que nos guia desde a fundação e que inspira cada solução tecnológica que desenvolvemos.

A campanha “Build” surge como uma forma de traduzir esse propósito de maneira simples, memorável e mobilizadora. Não representa uma mudança de rumo, mas sim um veículo para dar ainda mais visibilidade ao nosso propósito e reforçar, de forma clara, quem somos e como fazemos o que fazemos.

Quais os principais pilares deste compromisso? E como se reflete na cultura empresarial da Critical Software e na sua actuação no mercado?

O lema assenta no conceito de Triple P (people, planet, profit). Ou seja, acreditamos que o verdadeiro sucesso só é alcançado quando equilibramos o bem-estar das pessoas, a responsabilidade para com o planeta e a criação de valor económico sustentável.

Esta visão está profundamente enraizada na nossa cultura: colocamos o desenvolvimento e a felicidade dos nossos colaboradores no centro, trabalhamos em soluções tecnológicas que respeitam os mais altos padrões de segurança e ética, e mantemos uma actuação responsável no mercado, gerando impacto positivo a longo prazo.

Fundada em 1998, a Critical Software desenvolve soluções tecnológicas para sectores como aeroespaço, defesa e segurança ou automóvel. Quais os principais projectos desenvolvidos até ao momento, ou aqueles que mais impactam o dia-a-dia das pessoas?

Ao longo da nossa história, tivemos a oportunidade de trabalhar em projectos de grande impacto. Contribuímos para sistemas que monitorizam a segurança de missões espaciais da ESA e da NASA; desenvolvemos soluções críticas para a operação de comboios, ajudando a tornar a mobilidade mais segura; no sector automóvel, trabalhamos em software que apoia a condução assistida e a transição para veículos eléctricos, contribuindo para a segurança rodoviária e para um futuro mais sustentável. São exemplos concretos de como a nossa tecnologia influencia positivamente a vida das pessoas no dia-a-dia.

Em que medida é que este lema (“Build Better”) irá ou não impactar a inovação e o portefólio de soluções tecnológicas da Critical Software daqui para a frente?

O lema é também uma orientação estratégica para o futuro. “Build Better” inspira-nos a reforçar a inovação contínua, assegurando que as nossas soluções não respondem apenas às necessidades actuais, mas também antecipam desafios futuros. Não significa, no entanto, uma mudança naquilo que fazemos: é antes a forma de tornar mais evidente e partilhar com o mundo aquilo que sempre fomos e como fazemos o que fazemos. Significa reforçar investimentos em áreas como a inteligência artificial, a cibersegurança ou a sustentabilidade, sempre com o mesmo rigor que nos caracteriza.

Qual o plano de comunicação delineado para transmitir esta mensagem, em Portugal e nos restantes mercados onde a empresa está presente?

O lançamento da campanha “Build” foi acompanhado por uma campanha de comunicação multicanal: vídeo institucional, presença em meios digitais e redes sociais, materiais internos e externos, e activações dirigidas às comunidades onde estamos presentes. A ideia é que a mensagem seja transversal – tanto para os nossos colaboradores como para clientes, parceiros e público em geral –, reforçando uma identidade consistente em todos os mercados onde actuamos.

Mesmo actuando mais no segmento B2B, é importante reforçar a visibilidade da marca junto do público em geral? Porquê?

Sim, é fundamental. Embora a nossa actividade seja sobretudo B2B, acreditamos que a tecnologia que desenvolvemos tem impacto real na vida de todos. Reforçar a visibilidade da marca junto do público em geral permite não só dar a conhecer esse impacto, mas também inspirar novos talentos, parceiros e até comunidades inteiras. No fundo, é também uma forma de reforçar a confiança na tecnologia e na sua capacidade de contribuir para a construção de um futuro melhor e mais seguro.

Veja aqui o filme da campanha:

Texto de Daniel Almeida

*O jornalista escreve segundo o Antigo Acordo Ortográfico




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