Num verão marcado por escândalos na indústria da beleza, as marcas mais “trendy” de protetores solares enfrentam uma crise de confiança global. Supergoop, Vacation, Ultra Violette e Naked Sundays, estrelas do Instagram e TikTok, foram apanhadas numa tempestade de testes inconsistentes, recalls voluntários e pressão regulatória.
Na Austrália, a Ultra Violette viu-se obrigada a retirar do mercado o seu produto Lean Screen, após uma auditoria independente ter revelado que o protetor, anunciado com SPF 50, na realidade oferecia apenas SPF 4. Naked Sundays e outras marcas seguiram o mesmo caminho, suspendo vendas enquanto aguardam novos resultados laboratoriais.
Nos EUA, a FDA emitiu cartas de advertência a marcas como Supergoop e Vacation, criticando a utilização de formatos como “mousse”, não aprovados para produtos com proteção solar. A polémica também atingiu o packaging: a embalagem em forma de chantilly da Vacation foi acusada de ser confusa para os consumidores.
Com a confiança do consumidor a vacilar, especialistas e fundadores de marcas exigem uma revisão urgente das normas de testes — ainda baseadas em métodos antigos, como a avaliação visual de vermelhidão da pele. Organismos como a TGA australiana já consideram migrar para testes in vitro, considerados mais fiáveis.
Num contexto onde a proteção solar se tornou mais do que uma tendência, é uma responsabilidade de saúde pública, a falta de transparência pode comprometer anos de progresso.














