Confeitaria Nacional aposta em passeios no Tejo

River Cruise Sightseeing é o mais recente projecto da Confeitaria Nacional, a tradicional Confeitaria de Lisboa fundada em 1829 por Balthazar Roiz Castanheiro. A embarcação bem como as concessões dos cais da Doca do Espanhol (no Cais da Rocha Conde D´ Óbidos) e no Cais da Princesa (junto à Torre de Belém) foram adquiridos recentemente pela RV Gest, empresa que tem Rui Castanheiro Vieira (que faz parte da sexta geração herdeira do fundador) ao leme da administração. Um investimento que, somado às necessárias intervenções de recuperação, de montagem de operações e de marca, representa cerca de dois milhões de euros. Ainda assim, um investimento que o administrador acredita que venha a ser recuperado a médio prazo já que espera que o volume de negócios no mercado nacional duplique até 2017, atingindo os seis milhões de euros, representando a nova área de negócio 40% desse montante.

Os cruzeiros no Tejo vão estar disponíveis de Março a Outubro, todos os dias, com excepção das segundas-feiras, com partida junto à Torre de Belém, em três períodos horários: 11h30, 13h30 e 15h30. No primeiro passeio será possível tomar o pequeno-almoço, no segundo haverá uma ementa de almoço a bordo (seja uma refeição completa, uma sandwich ou uma salada leve) e o terceiro será ideal para um lanche. «É o único barco a operar no rio Tejo com uma cozinha auto-suficiente», garantiu esta manhã Rui Castanheiro Vieira num evento de apresentação a jornalistas.

Em alternativa, os turistas nacionais ou internacionais poderão embarcar ao final do dia numa Sunset River Cruise Party onde é possível degustar petiscos, acompanhados de um copo de vinho ou de um cocktail, com uma vista privilegiada da cidade de Lisboa. Os Sunset realizar-se-ão às quintas, sextas e sábados às 19h00, com partida na Doca do Espanhol, no Cais da Rocha Conde D´ Óbidos.

Além dos passeios diários, este espaço pode ainda receber encontros de empresas, eventos, festas de casamento ou apenas para a reunião de um grupo de amigos. A lotação máxima é de 300 pessoas, contando com 150 lugares sentados, um bar e um deck (80 lugares). Durante o passeio, que faz toda a costa de Lisboa desde a Torre de Belém até à zona de Santa Apolónia, é possível vislumbrar o Castelo de São Jorge, a Sé, o Terreiro do Paço e, claro, toda a zona de Belém.

Confeitaria Nacional

A expectativa do administrador, quando o negócio estiver em velocidade cruzeiro, é transportar cerca de 500 pessoas por dia com este barco. Os preços variam entre os 20 euros por pessoa, no caso dos passeios diurnos, e os 28 euros por pessoa no caso das sunset parties com direito a uma bebida. Já o passeio conjunto com a Cityrama fica em 36 euros. Todo o consumo a bordo é ao preço da loja.

Além do serviço a bordo, os dois pontos de embarque, a Doca do Espanhol no Cais da Rocha Conde D´ Óbidos e o cais junto à Torre de Belém, são também espaços em que é possível provar as iguarias da Confeitaria Nacional.

Internacionalização na mira da Confeitaria Nacional

Actualmente a empresa Balthazar está presente em duas áreas de negócio: a Casa Balthazar, que é um hotel de charme, em Lisboa, e a Confeitaria Nacional. Esta última está a construir as bases para crescer nos próximos anos, acredita Rui Castanheiro Viana. Para já a empresa está presente no Médio Oriente por via de um master franchiser que coloca o produto em pontos de venda. Será também essa a forma de trabalhar da Confeitaria Nacional no Irão.

Mas Rui Castanheiro Viana acredita que o grande salto da marca Confeitaria Nacional poderá estar guardado para os EUA onde a marca vai abrir, já em Janeiro do próximo ano uma loja experimental em Miami num mercado que reunirá os principais chefs locais, à semelhança do que acontece em Lisboa no Mercado da Ribeira. Com um sócio local, Carlos Silva (que tem uma cadeia de restaurantes) para acompanhar esta investida, o administrador da Confeitaria Nacional acredita que a proposta que leva para o mercado dos EUA tem tudo para ser vencedora com especial enfoque em produtos como os austríacos, os pastéis de nata, os bolos de arroz e, claro, os bolos secos. Daí que também já tenha sido feito o investimento na aquisição de novas instalações em Salvaterra de Magos para estar a postos em termos de resposta de produção assim que tal seja necessário. Certo é que as actuais instalações, em Campo de Ourique – que actualmente empregam 30 pessoas -, se manterão em funcionamento como cozinha central.

Texto de Maria João Lima

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