Compostagem humana começa a afirmar-se como alternativa aos funerais tradicionais

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09/02/2026
16:50
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Uma tecnologia inovadora está a ganhar destaque internacional ao propor uma alternativa ecológica aos funerais tradicionais: a transformação de corpos humanos em composto orgânico após a morte. De acordo com um artigo recente do The Wall Street Journal, esta prática, conhecida como redução orgânica natural, já está a ser implementada em alguns estados dos Estados Unidos e começa a suscitar interesse noutros países.

Segundo o Wall Street Journal, a iniciativa surge num momento em que muitos cemitérios urbanos enfrentam uma grave falta de espaço. Um dos exemplos citados é o histórico Green-Wood Cemetery, em Nova Iorque, que está a colaborar com a startup alemã Meine Erde para testar este método como alternativa ao enterro tradicional.

O processo consiste em colocar o corpo num recipiente fechado, juntamente com materiais orgânicos como palha, feno e restos vegetais. Conforme explica o Wall Street Journal, ao longo de várias semanas, microrganismos decompõem os tecidos num ambiente cuidadosamente controlado em termos de temperatura, humidade e circulação de ar. No final, os ossos são triturados e incorporados no solo resultante, criando um composto rico em nutrientes.

Este composto pode depois ser utilizado para fertilizar árvores, jardins ou áreas verdes, permitindo que os restos mortais regressem ao ciclo natural. Para os promotores da tecnologia, citados pelo jornal norte-americano, trata-se de uma forma simbólica e sustentável de lidar com o fim da vida.

O Wall Street Journal refere ainda que o custo estimado deste processo ronda os 5 mil dólares, cerca do dobro de uma cremação simples, mas comparável a muitos serviços funerários convencionais. Apesar do valor, os defensores sublinham os benefícios ambientais, especialmente quando comparados com a cremação — que consome grandes quantidades de energia — ou com o enterro tradicional, que exige ocupação permanente de terreno.

 




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