Como comunicar sustentabilidade com credibilidade: a estratégia editorial da Navigator

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Marketeer
18/12/2025
18:36
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No novo livro – “O Eucalipto em Portugal – Ciência, Gestão e Território” – dezenas de especialistas revisitam o debate sobre o eucalipto e o futuro da floresta em Portugal.

Que alternativas existem, com realismo, à floresta de eucalipto em Portugal? E que impactos teriam essas opções no território, no ambiente e na economia? Estas são algumas das perguntas centrais lançadas por “O Eucalipto em Portugal – Ciência, Gestão e Território”, o novo livro apresentado pela The Navigator Company, que reúne contributos de dezenas de especialistas e consolida conhecimento científico essencial para o debate florestal no país.

Com mais de 200 páginas, a obra resulta de um processo alargado de reflexão desenvolvido em 2024 no âmbito do Fórum do Eucalipto, que juntou académicos, investigadores, gestores e especialistas do sector. O livro sistematiza décadas de investigação sobre florestas plantadas, sobre a gestão sustentável do território, assim como políticas públicas, inovação científica e bioeconomia de base florestal, propondo uma visão integrada sobre o futuro da floresta portuguesa.

Para além da análise dos impactos ambientais e socioeconómicos, o livro aborda o ordenamento do território, a adaptação às alterações climáticas, a produtividade florestal, a inovação industrial e os desafios associados à biodiversidade e à gestão activa da floresta.

Um dos contributos centrais da obra é o convite ao contraditório no debate público. Perante as críticas recorrentes ao eucalipto, os autores colocam uma questão directa: se os eucaliptais não existissem, o que os substituiria, de forma realista, e com que vantagens para o país? E vão mais longe, questionando se o eventual enfraquecimento ou desaparecimento da indústria papeleira nacional resultaria, efectivamente, numa melhoria do território, do ambiente e da qualidade de vida das populações.

O livro enquadra, ainda, a expansão do eucalipto nas profundas transformações do mundo rural desde a década de 1960, marcadas pelo êxodo rural e pelo declínio das funções económicas tradicionais da floresta. Nesse contexto, o eucalipto afirmou-se como uma solução económica para muitos pequenos e médios proprietários, tornando-se um elemento estruturante de numerosos territórios rurais, ao mesmo tempo que se consolidava como um tema sensível no imaginário urbano.

Ao longo dos vários capítulos, é também destacado o papel da fileira do eucalipto como motor de inovação, desde a silvicultura aos bioprodutos, e o contributo das florestas de produção para a autonomia energética, industrial e tecnológica da Europa, bem como para a resposta às alterações climáticas. Em paralelo, são identificados desafios que exigem políticas públicas consistentes, maior transparência nos mercados, reforço do associativismo florestal e decisões sustentadas na ciência.

Com esta publicação – com edição e revisão de Helena Pereira, Francisco Gomes da Silva, Teresa Soares David e Maria José Roxo – a The Navigator Company reforça o seu compromisso com a promoção da literacia florestal e com o acesso a conhecimento que apoie escolhas informadas de longo prazo. “O Eucalipto em Portugal – Ciência, Gestão e Território” propõe, assim, um debate mais exigente e fundamentado sobre a floresta portuguesa, colocando a ciência no centro das decisões sobre o território e o futuro do país.




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