Com o alcance orgânico em queda, o email marketing volta à pole position

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Marketeer
10/09/2025
09:55
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Num cenário digital em constante mutação, o email marketing volta a emergir como um dos canais mais eficazes e fiáveis para alcançar os consumidores. À medida que o alcance orgânico nas redes sociais entra em declínio e as buscas “zero-click” ganham terreno nos motores de pesquisa, o email assume um novo protagonismo, oferecendo um espaço de comunicação direta, personalizada e controlado pela marca.

Segundo o portal especializado PuroMarketing, dois fenómenos têm alterado significativamente o panorama da comunicação digital: por um lado, o aumento das pesquisas sem clique, onde os utilizadores obtêm respostas diretamente na página de resultados do Google sem necessidade de visitar qualquer website; por outro, a queda contínua no alcance orgânico das publicações em redes sociais como Instagram ou Facebook. Estes dois factores juntos estão a forçar as marcas a repensar as suas estratégias de aquisição e retenção de audiência.

No caso das buscas “zero-click”, os dados falam por si: em 2024, cerca de 65% das pesquisas no Google não geraram qualquer clique, e estima-se que este número ultrapasse os 70% em 2025. Em mobile, esse valor é ainda mais expressivo, ultrapassando os 75%, segundo o PuroMarketing. Esta nova realidade compromete o tráfego que, tradicionalmente, era canalizado para os sites das empresas, limitando assim a capacidade de conversão e a construção de bases de dados próprias.

Em paralelo, as redes sociais passaram a priorizar conteúdos nativos penalizando ligações externas. Plataformas como TikTok e Instagram tornam cada vez mais difícil sair da app.

O resultado?

As marcas, apesar de investirem tempo e recursos na produção de conteúdos, perdem visibilidade e controlo sobre a sua audiência. De acordo com o PuroMarketing, o alcance orgânico médio no Instagram caiu para 3,5%, enquanto no Facebook não ultrapassa 1,65%. Em muitos casos, o público está simplesmente “alugado” à plataforma e não é uma base de dados da marca.

Neste novo contexto, o email marketing reaparece como um canal soberano, altamente eficaz e com retorno mensurável. Ao contrário dos canais controlados por algoritmos e interesses de terceiros, o email representa uma ligação direta com o utilizador. A partir do momento em que um consumidor subscreve uma newsletter ou fornece voluntariamente o seu email, a marca passa a ter acesso a um canal de comunicação pessoal e confiável, alheio às flutuações algorítmicas.

A grande vantagem do email está no seu potencial de segmentação, personalização e automatização. As marcas podem enviar comunicações relevantes com base no comportamento, nas preferências e na jornada de compra do cliente. Como refere o PuroMarketing, esta personalização permite resultados concretos: emails com linhas de assunto personalizadas têm 26% mais hipóteses de ser abertos, e o canal é citado por 81% das pequenas empresas como o mais eficaz para retenção de clientes.

Além disso, a flexibilidade do canal permite narrativas mais profundas e envolventes. Ao contrário dos posts curtos nas redes sociais, o email oferece espaço para histórias de marca, tutoriais, casos de estudo e conteúdo exclusivo, elementos que contribuem para construir autoridade e confiança junto da audiência.

 




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