Num mundo dominado pelo digital, o analógico está a fazer um regresso surpreendente e, para muitos, extremamente lucrativo. As cassetes de música, que há décadas caíram em desuso com a chegada dos CDs, MP3s e plataformas como o Spotify, estão agora no centro de um mercado vintage que cresce a olhos vistos.
Esta nova febre da nostalgia está a transformar objetos que muitos guardavam no fundo das gavetas (ou até já tinham deitado fora) em itens de colecionador de alto valor. A estética analógica, o som característico e o ritual de ouvir música com atenção renovada estão a atrair colecionadores, nostálgicos e investidores.
Mas atenção: nem todas as cassetes valem ouro. O valor depende de vários fatores, como a raridade, a edição, o estado de conservação e, claro, a procura no mercado especializado.
Exemplos de cassetes com valor surpreendente:
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“The Madonna Collection” (1987) – Um item raro e muito procurado, especialmente em mercados onde a sua distribuição foi limitada.
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“Xero” (1997) – A gravação da banda que viria a tornar-se os Linkin Park. Pela sua importância histórica e escassez, pode alcançar valores bastante elevados.
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“The Versace Experience – Prelude 2 Gold” (1995) – Uma edição limitada lançada por Prince sob o nome “The Artist”. É considerada uma peça de luxo no mundo das cassetes.
Em alguns casos, estas cassetes podem ultrapassar os milhares de euros, especialmente quando se encontram em estado selado ou com a caixa original intacta. O funcionamento também é importante, uma cassete que ainda reproduz sem falhas é naturalmente mais valorizada.
Há vários mercados online especializados, onde é possível comprar ou vender cassetes antigas, como o eBay, Discogs ou plataformas como Subito. Redes sociais e grupos de colecionadores também são locais onde estas raridades mudam de mãos muitas vezes por valores inesperadamente altos.
A tendência é clara: à medida que o digital se torna omnipresente, cresce o apelo pelos formatos físicos e pela experiência sensorial e emocional que proporcionam. O que antes era descartável, hoje pode ser uma peça de colecionador valiosa e, quem sabe, até ajudar a pagar uma casa.














