ATTIKO, o asiático que quer conquistar Lisboa

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Maria João Vieira Pinto
24/03/2026
13:20
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Maria João Vieira Pinto
24/03/2026
13:20
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O ATTIKO já tinha porta aberta e clientes mais que fiéis em destinos como Dubai e Bodrum. Agora, e desde há alguns meses, instalou-se no topo do ME Lisbon Hotel, na Avenida António Augusto de Aguiar, em Lisboa, e tem vindo a marcar pontos junto de quem é amante de gastronomia japonesa servida num espaço que traz para a capital todo um ambiente com energia asiática. Uma combinação de oferta contemporânea na carta com simpatia de equipa, cocktails de autor e vista sobre Lisboa.

M.ª João Vieira Pinto



A ideia, por ali, é que se vá experimentando ou partilhando, ao ritmo da música, as criações assinadas pelo chef Kyung Soo Moon, que cozinham ingredientes do mundo com produtos locais, num ritmo de técnicas japonesas. É uma casa do mundo, para o mundo, portanto.
Depois de entrar no lobby do ME Lisbon Hotel, é subir no elevador praticamente até ao último piso. E, assim que a porta se abre, perceberá que o ambiente já é outro e não engana.

À entrada, equipa atenta e simpática conduz à mesa, sendo que de toda a sala há vista sobre a cidade, entre o castelo de S. Jorge ao fundo ou a Avenida da Liberdade, aos pés, ou não fosse toda a parte frontal uma enorme parede de vidro para uma varanda que chama, se os dias estiverem mais quentes.
Já à mesa, a carta é descomplicada. Há entradas frias e quentes, pratos principais, saídos da robata e do sushibar, entre sashimi, nigiris e makis. No nosso caso, não houve hipótese de muita escolha, que o chef já sabia o que gostaria que experimentássemos. Agradecemos a facilidade na tarefa e garantimos, desde já, que se for por nós vai mais que bem!

Para início de conversa, não pode deixar de pedir Edamame. Sim, aquela vagem de soja verde que, aqui, é cozinhada – uma com sal e outra com picante -, e que terá eventualmente sido o melhor que já comi. Por isso, não despreze o Edamame, vá por mim.

Seguindo para os frios, chegou-nos um super fresco crudo de salmão com ponzu de laranja, trufa, ovas de salmão e toranja, um delicioso carpaccio de atum Bluefin com molho de soja, shio konbu e cebolete e, para rematar, um mais que perfeito taco de atum picante.

Foi um início belamente temperado, sendo que, para os indefectíveis das ostras, há as da Ria Formosa com yuzu e mel.

Seguindo para as quentes – sim, ainda estamos só pelas entradas -, entendeu o chef, e bem, que devíamos experimentar o camarão crocante com maionese picante de chili e shichimi (talvez o menos bem conseguido, diria) e os ultra tenros sliders de Wagyu com trufa servidos em pequeníssimos pães brioche.

Uma pequeníssima pausa, que no ATTIKO o serviço é célere, e tempo para uns niguiris, no ponto e temperatura de arroz, e uns makis.

Mais que suficiente tudo isto, é certo. Mas como quem manda é quem está na cozinha, houve que ficar a saber a que sabe a inusitada merluza negra com miso (uma bela surpresa em textura e sabor) e as costeletas de borrego grelhadas, saídas no momento certo da robata.
Já nas sobremesas, como nos disseram que há best sellers, fizemos o esforço para saborear uma fresquíssima tarte de coco e manga e um pecaminoso chocolate negro com sorbet de framboesa e champanhe.

Tudo impecável, chef!

A acompanhar, a carta de vinhos desdobra-se entre nacionais e internacionais, mas há oferta ampla de cocktails criativos, para quem gosta de seguir por outros caminhos.

O ATTIKO tem capacidade para 63 lugares, incluindo 12 na robata e 13 no bar, além de 32 lugares na varanda exterior. Está aberto todos os dias das 18h30 à 1h00, e até às 2h00 às sextas e sábados.




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