Na era da atenção, onde cada marca compete por alguns segundos de interesse, o produto deixou de ser o elemento central da estratégia. Num mercado saturado de ofertas semelhantes, a luta das marcas não se dá nas prateleiras, mas na perceção que o consumidor tem delas.
Marcas como Apple, Nike, Coca-Cola ou Disney destacam-se não apenas pela qualidade dos seus produtos, mas pelo espaço mental que ocupam, influenciando a decisão de compra antes de o consumidor sequer comparar preços ou características, refere o merca 20. Estudos em comportamento do consumidor e neuromarketing indicam que entre 70% e 90% das escolhas de compra são inconscientes, baseadas em emoções, memórias, associações culturais e hábitos mentais criados pelas marcas ao longo do tempo. O produto cumpre a sua função, mas é a marca que convence.
Ligação emocional: Marcas que criam sentimentos de pertença, identidade ou aspiração mantêm consumidores fiéis. Quem se sente ligado emocionalmente a uma marca está disposto a pagar até 30% mais, mesmo existindo alternativas equivalentes.
Mensagens simples e memoráveis: Num ambiente saturado de informação, o cérebro procura reduzir esforço. Marcas com símbolos reconhecíveis e mensagens claras tornam-se mais fáceis de recordar e escolher. Nike não vende apenas ténis; vende motivação. Apple não comunica especificações; comunica design, prestígio e simplicidade.
Consistência da comunicação: Marcas fortes mantêm uma narrativa coerente em todos os pontos de contacto. A Starbucks, por exemplo, construiu a ideia do “terceiro lugar”, entre casa e trabalho, repetindo esta mensagem em lojas, publicidade e atendimento, reforçando a memória e a perceção do consumidor.














