O Interactive Advertising Bureau (IAB) apresentou o seu primeiro quadro de transparência e divulgação de inteligência artificial (IA), destinado a ajudar anunciantes a comunicar de forma clara quando a tecnologia afeta conteúdos publicitários, equilibrando transparência com eficiência operacional.
O novo framework evita a rotulagem universal de todas as utilizações de IA, exigindo divulgação apenas quando a tecnologia altera de forma significativa a autenticidade, identidade ou representação, podendo induzir os consumidores em erro. Estão incluídos conteúdos como imagens, vídeos e áudio gerados por prompts, humanos sintéticos e ‘digital twins’, enquanto tarefas de produção rotineiras ou ferramentas de apoio em segundo plano estão dispensadas.
O lançamento do quadro coincide com um estudo da IAB e da Sonata Insights, que revela uma lacuna entre a perceção da indústria e a opinião dos consumidores. Embora 82% dos executivos de publicidade acreditem que os jovens veem os anúncios com IA de forma positiva, apenas 45% da geração Z e dos millennials partilham dessa opinião.
A pesquisa mostra ainda que a geração Z é quase duas vezes mais propensa do que os millennials a reagir negativamente a anúncios com IA, considerando muitas marcas como inautênticas, manipuladoras ou pouco éticas.
À medida que os anunciantes recorrem cada vez mais à IA a falta de transparência pode afastar o público mais jovem. Contudo, o estudo indica que a divulgação clara de IA é percebida como positiva: 73% da geração Z e millennials afirmam que uma indicação transparente aumentaria ou não afetaria a sua disposição para comprar.
Ao limitar a rotulagem obrigatória aos casos de riscos materiais, como humanos sintéticos ou deepfakes, o quadro pretende reconstruir a confiança sem sobrecarregar os consumidores com avisos desnecessários.
Fonte: IAB, Sonata Insights














