Ansiedade e problemas de sono: como a pandemia afecta os portugueses

Quase metade dos portugueses (45%) sente-se hoje mais ansioso do que se sentia antes da pandemia de Covid-19, um valor muito acima da média europeia, que ronda os 29%. Além disso, quase 1/4 dos adultos portugueses (21%) revelam problemas em dormir, resultado também superior à média europeia (15%). Estas são algumas das principais conclusões de um estudo da farmacêutica Stada, que abrangeu 30 mil cidadãos europeus em 15 países.

De acordo com o estudo Stada Health Report 2021, «a pandemia causou, claramente, mais preocupações aos portugueses do que aos outros países da Europa». A «falta de estar com os familiares e amigos» é o factor que mais pesa nas preocupações dos inquiridos (59%), mas também o medo da doença (54%) e o receio em relação ao futuro, em particular o desemprego.

O inquérito aborda ainda outras questões relacionadas com a Saúde e conclui que os portugueses são, por exemplo, os mais receptivos à realização de consultas médicas online (79%), em caso de determinadas doenças menores ou secundárias, sendo que a média europeia é de apenas 57%. Cerca de metade dos inquiridos em Portugal referiram a vantagem da redução do tempo de viagem e espera, e menos de uma em cada 10 pessoas rejeitaria uma consulta online.

Além disso, 21% dos inquiridos afirmam ter participado nos últimos meses em alguma consulta médica via telefone ou online, uma percentagem entre as mais altas dos 15 países participantes. Por outro lado, 23% revelou ter cancelado ou adiado nos últimos meses check-ups médicos devido a restrições de contacto ou medo de infecção. A média global foi mais baixa, apresentando um valor de 18%.

«Apesar de ser notável o facto dos portugueses estarem predispostos a experimentar novas abordagens de serviços de saúde, como consultas online, o aconselhamento pessoal por parte de profissionais de saúde, nomeadamente médicos e farmacêuticos, prevalece como essencial para enfrentar as limitações de diagnósticos e tratamentos que se evidenciam no período pós-pandemia», afirma em nota de imprensa Tiago Baleizão, director-geral da Stada em Portugal.

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