Acionistas da Warner mostram-se divididos entre oferta da Paramount e acordo com a Netflix

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Marketeer
09/01/2026
12:40
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Alguns dos acionistas da Warner Bros Discovery estão divididos em relação ao acordo já anunciado com a Netflix e à oferta hostil apresentada depois pela Paramount Skydance, que foi sendo alvo de melhorias.

Os acionistas têm até 21 de janeiro para aceitar a mais recente proposta da Paramount, de 108,4 mil milhões de dólares, que oferece assim 30 dólares por ação para a compra de todo o grupo, uma proposta que o conselho de administração da Warner Bros considera inferior ao acordo de venda para a Netflix.

O acordo com a Netflix, anunciado no início de janeiro, implica a compra de parte do negócio da Warner Bros por cerca de 83 mil milhões de dólares, numa aquisição que permite à Netflix adquirir os estúdios, o catálogo de filmes e ainda o serviço de streaming HBO Max. A transação, avaliada em 27,75 dólares por ação da Warner Bros, no entanto, deixa de fora a sua divisão de canais por cabo, que inclui marcas como CNN, TBS e TNT.

Esta posição parece ser secundada por alguns dos acionistas como Alex Fitch, sócio e gestor de portfólio da Harris Oakmark, que detém cerca de 96 milhões de ações (ou 4% da Warner Bros), que refere que “o valor ainda não é claramente superior ao que já foi acordado com a Netflix” e que “em caso de empate, a vantagem vai para a empresa atual”, cita a Reuters.

Também Yussef Gheriani, diretor de investimentos da IHT Wealth Management, que possui cerca de 16 mil ações da Warner Bros., considera que a decisão do conselho de administração de rejeitar a oferta da Paramount faz sentido, já que o aumento no valor pode não compensar as taxas de rescisão e os custos de empréstimo, uma vez que o acordo deixaria a empresa com uma dívida de 87 mil milhões de dólares.

Mas a opinião está longe de consensual. Matthew Halbower, da Pentwater Capital Management, que detém mais de 50 milhões de ações, terá dito a Samuel DiPiazza, presidente da Warner Bros., que o conselho de administração “violou o seu dever fiduciário” para com os acionistas ao rejeitar sumariamente a oferta da Paramount.

O conselho de administração da Warner Bros. “optou por não indagar sobre quais as melhorias a Paramount estaria disposta a fazer na sua oferta. Se a Paramount eventualmente melhorar a sua oferta de 30 dólares por ação, o conselho de administração da Warner Bros. deveria pelo menos conversar com o pretendente”, disse.

Também Mario Gabelli, cujo fundo Gabelli detém cerca de 5,7 milhões de ações da Warner Bros., afirmou que “provavelmente” venderá as suas ações para a Paramount, avançando que a oferta em dinheiro é mais direta e teria um caminho mais rápido para a aprovação regulatória.

Mas mesmo Harris Oakmark, a quinta maior acionista da Warner Bros., que avançou que em caso de empate optará pela Netflix, continua  a mostrar-se aberta a mudar de posição: “Se a Paramount voltar à mesa de negociações com uma oferta claramente superior, temos plena confiança de que o conselho de administração da Warner irá negociar”, disse Alex Fitch, sócio e gestor de portfólio da empresa de investimentos.




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