A revolução da Shein chega a França: lojas físicas da marca abrem já em novembro

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Marketeer
02/10/2025
12:54
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A marca asiática Shein vai abrir as suas primeiras lojas físicas permanentes em França, numa novidade que representa um feito inédito a nível mundial. Segundo informações divulgadas no site da AFP, esta decisão surge como um compromisso da empresa para revitalizar os centros urbanos, apostando na presença física além do seu já vasto negócio online.

Seis novas lojas em França a partir de novembro

A estratégia da Shein inclui a abertura de seis boutiques em solo francês, com o arranque previsto para novembro. A primeira loja será inaugurada no BHV Marais, em Paris, seguida pela instalação progressiva de outras cinco nas Galeries Lafayette em várias cidades, nomeadamente Dijon, Reims, Grenoble, Angers e Limoges, conforme anunciado pela AFP. Esta expansão pretende consolidar a presença da Shein no mercado físico, complementando a sua forte operação digital.

Parceria estratégica com a Société des Grands Magasins

Para esta iniciativa, a Shein estabeleceu uma parceria com a Société des Grands Magasins (SGM), empresa responsável pela gestão do BHV Marais e de várias Galeries Lafayette. Esta colaboração vai além da simples abertura de lojas, sendo vista pela Shein como um projeto para revitalizar os centros das cidades francesas, ajudar na recuperação dos grandes armazéns tradicionais e fomentar o desenvolvimento do pronto-a-vestir francês. O site da AFP destaca ainda que a parceria prevê a criação de 200 postos de trabalho diretos e indiretos no país, reforçando o impacto económico desta operação.

Shein sob vigilância devido a práticas polémicas

Apesar do crescimento impressionante, a Shein continua a ser alvo de críticas e controvérsia. A AFP lembra que a empresa é frequentemente acusada de práticas que levantam questões ambientais e laborais. A grande quantidade de produtos lançados no mercado contribui para a poluição ambiental, e a cadeia de fornecimento, sobretudo centrada na China, levanta dúvidas sobre as condições de trabalho dos seus colaboradores.

Além disso, a indústria têxtil europeia critica a Shein por criar concorrência considerada desleal, devido ao não cumprimento, alegado, de normas europeias em termos ambientais, direitos sociais e segurança do consumidor. Um ponto que agrava esta situação é o benefício que a Shein obtém graças a uma medida europeia que isenta pequenas encomendas de taxas alfandegárias, facilitando o envio de produtos a baixo custo e dificultando a fiscalização aduaneira.

Uma marca global com impacto significativo

Fundada em 2012 na China e atualmente sediada em Singapura, a Shein destaca-se pelo seu vasto catálogo de roupas e acessórios a preços muito competitivos, apoiada por uma estratégia de marketing agressiva. Em 2022, a empresa empregava cerca de 16.000 pessoas em todo o mundo e atingiu uma faturação de 23 mil milhões de dólares, conforme reportado pelo site da AFP. A abertura destas lojas permanentes em França pode marcar o início de uma nova fase para a Shein, com maior presença física e impacto direto no comércio tradicional.




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