A IA já sabe criar marcas de sucesso? Ou ainda precisa do toque humano?

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Marketeer
23/12/2025
14:18
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23/12/2025
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Num cenário em que a inteligência artificial (IA) avança com rapidez na indústria do marketing, surge uma pergunta provocadora: a IA já sabe criar marcas que vendem? Para especialistas e executivos da área, a resposta é um misto de otimismo e cautela, com a tecnologia a ter o poder de transformar estratégias, mas ainda sem conseguir substituir o toque humano que torna uma marca memorável.

Tradicionalmente, criar uma marca envolvia processos manuais intensivos, com reuniões estratégicas, estudos qualitativos, sessões criativas e testes contínuos. No entanto, hoje em dia a IA promete acelerar e até automatizar grande parte desse trabalho com ferramentas modernas que conseguem gerar nomes de marca com base em análises de consumo, trabalhar identidades visuais e esquemas de cores otimizados para públicos específicos e criar slogans e mensagens ajustadas a tendências culturais emergentes, segundo a Merca2.0.

E, segundo dados da McKinsey, empresas que incorporam IA nos seus processos de branding e marketing têm uma maior probabilidade de desempenhar melhor no mercado — com estimativas de até 20% melhor desempenho comercial em comparação com concorrentes que não utilizam este tipo de tecnologias.

Mas os algoritmos de IA funcionam essencialmente a partir de dados e padrões e não de inspiração emocional ou experiência vivida, alerta a a Merca2.0, identificando o que funciona historicamente e antecipando o que pode funcionar comercialmente, sem conseguir, por si só, compreender por que certas marcas conseguem atingir de forma significativa as pessoas.

E esse é um ponto central, porque uma marca que vende pode não ser a mesma que consegue marcar uma geração ou criar um vínculo emocional duradouro, sendo que grande parte dos consumidores escolhe produtos não apenas pelo funcional, mas pelo que a marca representa em termos de valores e identidade — terreno onde a IA ainda tem limitações significativas.

A realidade atual é, portanto, híbrida, com a IA a já influenciar decisões que impactam diretamente as vendas — desde a otimização de mensagens em canais digitais até a personalização de experiências com base em dados de comportamento — mas com especialistas a alertarem que vender não é sinónimo de criar significado. A conexão emocional, o propósito e a narrativa consistente continuam a ser impulsionados por visões humanas, o que não pode ser automatizado por algoritmos.

A conclusão parece clara, de que a IA amplia capacidades, acelera processos e oferece insights poderosos, mas sem conseguir substituir a criatividade humana, a sensibilidade cultural e o julgamento estratégico, que continuam a ser essenciais na construção de marcas relevantes e duradouras.




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