Eurest: Alimentar para educar

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07/10/2026
08:54
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Eurest: Alimentar para educar

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Da cantina à educação alimentar, as refeições ganham um novo significado: contribuir para o desenvolvimento das crianças e prepará-las para o futuro

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Todos guardam memórias da cantina da escola. Dos pratos de que gostavam, daqueles que evitavam, das sobremesas trocadas com os amigos, das conversas à mesa e das rotinas que, sem perceberem, ajudaram a construir a sua relação com a alimentação. Mas, enquanto para uma criança o almoço pode ser apenas mais um momento do dia, por detrás de cada refeição existe uma responsabilidade maior: alimentar, educar, proteger e incluir. É neste território que se posiciona a Scolarest, marca da Eurest dedicada ao setor da Educação. A sua proposta parte de uma ideia simples: a alimentação escolar não termina no prato. É também uma oportunidade para criar hábitos, desenvolver conhecimento, promover escolhas mais conscientes e contribuir para o bem-estar das crianças. Esta visão traduz-se em três pilares – Sabor, Saber e Viver. Sabor, porque cada refeição deve ser um momento de prazer e descoberta. Saber, porque educar é também nutrir com escolhas conscientes e equilibradas. Viver, porque comer bem é viver melhor, na escola e para a vida. Mais do que uma assinatura, estes conceitos traduzem uma forma de olhar para a alimentação escolar como parte da experiência educativa. A escala desta responsabilidade é significativa. A Scolarest está presente em mais de 770 escolas, serve diariamente mais de 90 mil alunos, num total de mais de 15 milhões de refeições por ano. Por detrás desta operação estão mais de 1600 pessoas e mais de 25 nutricionistas, numa estrutura especializada que acompanha diferentes faixas etárias, do berçário ao secundário.

Mas a especialização, neste contexto, não significa apenas adaptar ementas. Significa compreender que a escola é também um espaço privilegiado para aprender a comer, experimentar, questionar e desenvolver novos hábitos. É por isso que a Scolarest integra projetos pedagógicos que procuram envolver as crianças de forma positiva e participativa.

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Do ABC by Scolarest, que promove a descoberta de alimentos de base vegetal, aos Heróis Zero Desperdício, que sensibilizam para a valorização dos alimentos, são várias as iniciativas que transformam a refeição em aprendizagem. A estas junta-se o projeto “A Chef Justa Nobre vai à Escola”, que leva às escolas os sabores e as tradições da gastronomia portuguesa. A Chef prepara refeições tradicionais e partilha essa experiência com as crianças, interagindo com elas e aproximando- as da cultura gastronómica portuguesa. A educação alimentar é também uma forma de despertar curiosidade, criar memórias e preservar tradições.

Há, contudo, dimensões da alimentação escolar em que a responsabilidade ganha um peso ainda maior. É o caso da gestão das alergias alimentares. Actualmente, cerca de 10% das refeições que servimos envolvem questões relacionadas com alergénios, uma realidade que exige um rigor permanente, já que uma pequena quantidade de determinado alimento ou até um simples vestígio pode ser suficiente para desencadear uma reação grave.

Gerir uma alergia alimentar em ambiente escolar está, por isso, longe de significar apenas retirar um ingrediente de uma receita. A segurança de uma criança depende de uma cadeia de informação e de decisões que começa na família, passa pela escola, pelos profissionais de saúde, pelas equipas de nutrição e gestão, pela aquisição dos produtos, pelos fornecedores, pela receção e armazenamento, pela preparação e empratamento e, finalmente, pelo momento de serviço.

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Segurança em primeiro lugar

Por isso, não basta ter procedimentos. É necessário criar uma verdadeira cultura de segurança, em que as pessoas reconhecem o risco, sabem como agir e têm autonomia para parar e verificar sempre que existe uma dúvida. Num serviço onde centenas de refeições são servidas em poucos minutos, a pressão do tempo nunca pode sobrepor-se à segurança. Parar para confirmar não é atrasar o serviço. É fazer parte dele.

Mas colocar a criança no centro significa também olhar para além do risco clínico. Almoçar com os colegas, participar numa festa de aniversário, numa visita de estudo ou numa atividade escolar são experiências essenciais para o desenvolvimento. Uma alergia alimentar não deve transformar uma criança apenas na “refeição especial” da mesa, nem fazê-la sentir-se diferente.

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Segurança e inclusão não podem ser objetivos concorrentes. O desafio está precisamente em garantir que cada criança participa na vida escolar com a maior normalidade possível, sem comprometer a sua proteção. E isso exige comunicação, conhecimento e responsabilidade partilhada entre família, escola, profissionais de saúde e empresa de restauração.

É neste contexto que a Scolarest promoveu a conferência “Alimentar com Consciência”, uma iniciativa dedicada à gestão das alergias alimentares em contexto escolar. Com duas edições, a 22 de setembro, na Maia, e a 24 de setembro, em Oeiras, o encontro irá reunir especialistas de diferentes áreas, da imunoalergologia à nutrição clínica, passando pela indústria alimentar, pela segurança alimentar e pelas próprias escolas, para refletir sobre os desafios atuais e sobre as boas práticas capazes de criar ambientes escolares mais seguros e inclusivos.

No âmbito desta iniciativa, será também disponibilizado o guia “Alimentar com Consciência”, desenvolvido para reunir conhecimento útil sobre alergias alimentares e apoiar uma compreensão informada desta realidade. Proteger uma criança passa por identificar corretamente ingredientes, prevenir contaminações cruzadas, garantir informação atualizada e assegurar uma comunicação eficaz entre todos os intervenientes.

Alimentar o futuro, todos os dias

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No fundo, é esta a transformação que hoje se espera da alimentação escolar: passar de uma lógica centrada apenas na refeição para uma visão mais ampla, onde alimentação, educação, segurança, sustentabilidade, inclusão e bem-estar se encontram. Alimentar o futuro significa garantir que cada criança encontra à mesa muito mais do que uma refeição: encontra segurança para comer, curiosidade para experimentar, conhecimento para escolher e condições para participar plenamente na vida da escola.

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Alimentação Saudável” da edição de Setembro (n.º 362) da Marketeer.




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