“Takeovers curtos e de alto impacto são cada vez mais apetecíveis”: EDP ocupa toda a rede digital da JCDecaux

EntrevistaCampanhas
Rafael Ascensão
29/05/2026
10:33
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Nesta sexta-feira, em que se assinala o Dia Mundial da Energia, as ruas portuguesas vão transformar-se num gigantesco palco digital dominado por uma única marca. Durante todo o dia, a EDP terá exclusividade total nos ecrãs digitais da JCDecaux Portugal, numa operação que cobre mais de 900 faces publicitárias espalhadas de norte a sul do país e que promete marcar um novo patamar para o digital out-of-home (DOOH) em Portugal.

A campanha, desenvolvida em parceria com a Havas e a Wavemaker Portugal, garante à marca de energia 100% de share of time em toda a rede digital da JCDecaux, abrangendo ambientes urbanos, centros comerciais, áreas de serviço Brisa e alguns dos principais eixos rodoviários nacionais.

Para Vítor Martins, diretor comercial da JCDecaux Portugal, esta ativação representa “um momento de impacto absoluto no quotidiano dos cidadãos” e demonstra a maturidade alcançada pelo mercado português de digital out-of-home. “Esta operação prova que o digital out-of-home já não funciona só como um meio complementar ou secundário de suporte tático. O meio posiciona-se agora como um canal central de prime time, capaz de acolher lançamentos e ativações nacionais de grande impacto com máxima flexibilidade e precisão. Além disso, esta iniciativa abre caminho para a exploração em grande escala de dinâmicas contextuais inovadoras. Inclusive, através do digital ou-of-home programático (pDOOH), o mercado já pode tirar maior partido da inteligência de dados da JCDecaux para alterar criatividades em tempo real consoante a hora do dia, as condições meteorológicas ou eventos em direto”, explica à Marketeer.

A dimensão da operação ajuda a perceber essa ambição, pois embora a JCDecaux já tenha realizado ações de takeover digital anteriormente, a expansão da rede permitiu elevar esta campanha “a um patamar de escala sem precedentes”, explica Vítor Martins, adiantando que o objetivo passa por criar um efeito de presença total da marca ao longo do dia, intercetando os consumidores em múltiplos momentos da sua rotina diária.

Essa lógica é particularmente relevante numa altura em que as marcas procuram combater a fragmentação mediática e conquistar atenção em ambientes cada vez mais saturados. Ao contrário da operação habitual da JCDecaux – em que os ecrãs digitais distribuem o tempo de emissão por vários anunciantes, normalmente em spots de 10 segundos e com um share of time de 12,5% -, neste caso a EDP terá ocupação exclusiva durante todo o dia.

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Segundo Vítor Martins, esse é um dos principais fatores diferenciadores da iniciativa, sendo que outro reside na escala multiambiente sincronizada. “Não se trata de um evento isolado numa artéria da cidade ou num centro comercial específico. É uma ocupação massiva e simultânea de mais de 900 ecrãs digitais que integram o mobiliário urbano de rua e os centros comerciais mais prestigiados do país. Além disso, a diferenciação estende-se ao formato, com uma campanha presente em suportes de vários formatos que variam entre os 2m² e os 37m²”, aponta.

A campanha estará presente em suportes de diferentes formatos, desde mupis digitais de 2m² até grandes ecrãs premium LED com 37m², reforçando o impacto visual da operação. Mas a dimensão do takeover levanta também um desafio técnico significativo, sendo que coordenar mais de 900 faces digitais em simultâneo obriga a uma estrutura operacional altamente sincronizada, envolvendo equipas de business support, direção comercial, operações, eletrónica e transformação digital.

Toda a operação assenta num software centralizado de gestão de conteúdos que permite programar e distribuir, em tempo real, o feed criativo para todo o parque digital da JCDecaux. Antes da ativação, foram realizadas auditorias de conectividade, testes de carregamento em ambiente de simulação e protocolos automatizados de verificação.

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“OO esforço técnico concentrou-se em garantir a perfeita adaptação e otimização dos materiais criativos para cada formato e resolução específica, sem perda de qualidade ou impacto visual”, explica o diretor comercial da JCDecaux Portugal.

“Os takeovers de curta duração e alto impacto afirmam-se como ferramentas táticas altamente apetecíveis

A iniciativa surge também com a EDP a celebrar 50 anos e a aproveitar a efeméride para reforçar o posicionamento ligado à inovação e à sustentabilidade. Segundo refere citada em comunicado Catarina Barradas, diretora global de marca da EDP, o objetivo passa por “celebrar a energia humana” e aproximar a marca dos consumidores através de uma presença urbana de grande impacto.

E é inclusive este tipo de celebrações e comunicação de marcos históricos que reforça a ideia de Vítor Martins de que este tipo de operação deverá tornar-se mais frequente nos próximos anos, pois “à medida que as marcas reconhecem o valor da relevância e da atenção num ecossistema mediático cada vez mais fragmentado, os takeovers de curta duração e alto impacto afirmam-se como ferramentas táticas altamente apetecíveis“.

Este modelo revela-se ideal para marcas que necessitam de comunicar marcos históricos, lançamentos disruptivos de produtos ou dominar de forma absoluta datas comemorativas específicas, tal como a EDP faz agora no Dia Mundial da Energia. Para a JCDecaux, esta ativação valida a flexibilidade comercial e técnica das nossas redes digitais, o que comprova a nossa capacidade para desenhar soluções à medida com sucesso”, acrescenta.

“Os anunciantes já compreendem que a relevância é o novo alcance”

O responsável acredita ainda que o futuro do setor passará por uma integração crescente entre dados, automação e inteligência artificial, sendo que a compra programática de digital out-of-home (pDOOH) já permite hoje adaptar criatividades em tempo real consoante fatores como a hora do dia, condições meteorológicas ou eventos em direto.

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“O papel do OOH digital sofreu uma evolução profunda, pois deixou de ser um mero ecrã estático digitalizado para se transformar num canal estratégico totalmente direcionado por dados (data-driven). O meio combina hoje a solidez e o alcance histórico do outdoor tradicional com a flexibilidade criativa e a precisão métrica do universo digital”, diz.

Os anunciantes já compreendem que a relevância é o novo alcance. As expectativas para os próximos anos apontam para uma integração cada vez mais profunda com o planeamento omnicanal e para um crescimento expressivo da compra programática, que oferece agilidade e uma segmentação refinada em tempo real com base no perfil exato das audiências”, acrescenta o responsável.

Em relação ao futuro do setor, Vítor Martins entende que o mesmo será “irremediavelmente moldado pela convergência entre a inovação tecnológica imersiva e a integração avançada de modelos de inteligência artificial“, sendo que, em paralelo, a responsabilidade ambiental “assume-se como uma prioridade absoluta, impondo a medição rigorosa e transparente da pegada ecológica de cada campanha”.

“Através do desenvolvimento de estratégias omnicanais verdadeiramente integradas – sustentadas em inteligência de dados, criatividade em grande escala e na flexibilidade estratégica da compra programática -, o meio consolidará a sua capacidade única de impactar o consumidor através de ativações cada vez mais contextualizadas. Esta evolução assegurará uma presença incontornável e marcante nos principais eixos urbanos e polos de consumo, posicionando as marcas no ponto exato onde a atenção do público se transforma em conversão direta”, vaticina e conclui o diretor comercial da JCDecaux Portugal.




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