Cinema está em risco de “perder o gás”: o aviso de Steven Spielberg à indústria cinematográfica

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19/04/2026
18:00
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Cinema está em risco de “perder o gás”: o aviso de Steven Spielberg à indústria cinematográfica

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Steven Spielberg deixou um aviso claro a Hollywood, defendendo que a indústria precisa urgentemente de voltar a investir em histórias originais. O realizador, que apresentou um novo trailer do seu próximo filme “Disclosure Day”, afirmou que o cinema corre o risco de “perder o gás” se continuar a depender exclusivamente de reboots, sequências e universos já estabelecidos.

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O alerta surge num momento em que os estúdios apostam cada vez mais em propriedades intelectuais reconhecidas, numa tentativa de garantir bilheteiras previsíveis sendo que, para Spielberg, essa estratégia pode estar a comprometer o futuro da arte cinematográfica. “Se tudo o que produzirmos for propriedade intelectual já consolidada e com marcas registradas, vamos perder o gás”, afirmou, conforme citado pela Variety.

“Não há nada mais importante do que oferecer ao público histórias visuais, e elas podem vir em qualquer formato. Mas precisamos de contar mais histórias originais”, acrescentou.

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Disclosure Day, que estreia a 12 de junho, marca o regresso de Spielberg ao cinema. O filme, envolto em secretismo, explora a chegada de visitantes extraterrestres e uma conspiração governamental para ocultar esse contacto, um território familiar para o realizador de E.T.. O elenco inclui Emily Blunt, Josh O’Connor, Colin Firth, Eve Hewson e Colman Domingo, com argumento de David Koepp, colaborador de longa data de Spielberg e autor de Jurassic Park.

Durante a apresentação do filme, o realizador descreveu o tema do filme como “mais próximo da verdade do que se pensa”, referindo o crescente reconhecimento público da existência de fenómenos aéreos não identificados.

Para além da promoção do filme, Spielberg usou ainda o palco para defender a importância das salas de cinema e das janelas de exclusividade, tendo aplaudido a decisão da Universal de alargar o período mínimo de exibição em sala de 17 para 45 dias e desafiado outros estúdios a seguirem o exemplo.




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