A Arte, que representa grandes empresas como Inditex, Mango, Tendam, H&M e Primark, uniu-se à Anged, que agrupa cadeias como El Corte Inglés, Carrefour, Alcampo e Eroski, para lançar um alerta sobre a concorrência desleal de plataformas digitais chinesas, nomeadamente Shein e Temu, que estão a expandir-se no mercado europeu com produtos a preços muito baixos.
Segundo a Arte, existe uma assimetria regulatória entre os operadores europeus, sujeitos a normas fiscais, laborais e de segurança rigorosas, e as plataformas extracomunitárias, que nem sempre cumprem os mesmos padrões. Esta situação cria riscos para a segurança e saúde dos consumidores e prejudica a competitividade das empresas europeias, escreve o el economista.
Em 2024, entraram na Europa cerca de 4,6 mil milhões de encomendas de baixo valor, um aumento anual de 36%, maioritariamente adquiridas através destas plataformas asiáticas. A Arte sublinha que a entrada massiva destes produtos, muitas vezes de qualidade duvidosa, exige maior controlo aduaneiro, rastreabilidade e aplicação de taxas sobre importações de baixo valor. A União Europeia aprovou, a partir de 1 de julho, uma taxa fixa de 3 euros por cada pacote pequeno com valor inferior a 150 euros, medida que afetará diretamente Shein, Temu e Aliexpress.
A entidade defende ainda a implementação de campanhas de sensibilização dos consumidores, especialmente dirigidas aos jovens, sobre os riscos associados a produtos inseguros, bem como a harmonização das normas nos 27 Estados-membros da UE para garantir condições iguais de concorrência (level playing field).
Face às críticas, Shein e Temu afirmam cumprir rigorosamente a legislação, garantindo protocolos de segurança de produtos para assegurar a conformidade com os regulamentos europeus e a proteção dos consumidores.














