Esquece nomes com frequência? Pode ser sinal de inteligência e criatividade escondida, dizem os especialistas

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08/02/2026
13:00
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Todos já passámos por isso: encontra alguém que conhece, mas, na hora de recordar o nome, a mente falha. Embora seja comum pensar que se trata de distração ou esquecimento, a psicologia sugere algo diferente: esquecer nomes pode ser sinal de qualidades cognitivas especiais.

Os nomes próprios são, por natureza, etiquetas arbitrárias. Ao contrário de palavras como “médico” ou “professor”, não descrevem nem fornecem informação sobre a pessoa. O cérebro, sempre à procura de padrões e significado, tende a privilegiar aquilo que faz sentido, esquecendo facilmente os nomes. Por isso é normal lembrar-se de histórias, conversas ou detalhes físicos, mas não do nome de alguém, refere o computer hoy.

Estudos indicam que quem esquece nomes costuma focar-se mais nas experiências vividas e nas emoções do que em etiquetas verbais. Este tipo de memória, chamada episódica e contextual, privilegia o “quem” e o “como” em vez do “como se chama”. Ou seja, o esquecimento não revela desinteresse, mas sim atenção aos detalhes que os psicólogos consideram mais importantes.

Além disso, pessoas que têm dificuldade em lembrar nomes tendem a processar a informação de forma profunda, focando-se nas relações, ideias e histórias, e não em rótulos. São geralmente mais criativas, detalhistas e seletivas — o cérebro escolhe o que merece ser retido e o que pode ser descartado.

Apesar disso, esquecer nomes pode ser constrangedor em situações sociais. Para minimizar gafes, os especialistas sugerem repetir o nome mentalmente, associá-lo a alguém conhecido ou relacioná-lo com uma característica marcante ou figura famosa. Estes truques ajudam a fixar a informação sem recorrer a desculpas.

Por isso, da próxima vez que não se lembrar do nome de alguém, não se sinta mal: pode ser apenas um sinal de que tem uma mente atenta, criativa e capaz de processar a informação de forma mais profunda.




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