Os serviços de streaming da Disney — que incluem Disney+ e Hulu — registaram aumento de receita de cerca de 11% no último trimestre, para aproximadamente 5,35 mil milhões de dólares, em comparação com o período homólogo do ano anterior. Este crescimento foi suportado tanto pelo crescimento de receitas das subscrições (cerca de 13%) como por um aumento da receita publicitária (em cerca de 4%), o que reflete a estratégia de aumento de preços e de maior monetização das audiências.
No último trimestre, as operações da Disney+ e da Hulu produziram cerca de 450 milhões em lucro operacional, num salto de 72% em relação ao ano anterior, evidenciando que a empresa já não depende exclusivamente do crescimento de utilizadores para sustentar o seu negócio de streaming, mostra-se em comunicado.
Executivos e analistas destacam que a estratégia de priorizar receita e rentabilidade — em vez de foco exclusivo no crescimento de assinantes — tem permitido à Disney consolidar uma posição mais lucrativa neste mercado competitivo, onde a pressão pelos custos de conteúdo e aquisição de assinantes tem sido intensa.
A receita do segmento geral de entretenimento aumentou 7%, graças também ao sucesso de bilheteira de “Zootopia 2” — que se tornou a animação de maior bilheteria de todos os tempos — além do bom desempenho de “Avatar: Fogo e Cinzas”. Já o negócio de parques temáticos e produtos da Disney atingiu um recorde de 10 mil milhões de dólares em receita, o que traduz um aumento de 6% no trimestre encerrado em janeiro.
A Walt Disney Company começou, de forma geral, o ano fiscal de 2026 com uma performance sólida com a receita total do grupo a crescer cerca de 5% para perto de 26 mil milhões de dólares no último trimestre. O lucro líquido antes dos impostos foi de 3,69 mil milhões, praticamente em linha com o mesmo trimestre do ano anterior.
No entanto, e apesar das receitas de streaming continuarem em crescimento, a Disney enfrenta desafios noutras áreas do seu negócio — com especial destaque para as divisões de televisão tradicional e algumas operações desportivas —, que têm impactado a performance geral da empresa e os seus resultados gerais de lucro líquido.
O lucro operacional geral da empresa, por exemplo, diminuiu 9% no trimestre, para 4,6 mil milhões de euros, tendo o segmento de entretenimento da Disney sido afetado pelo aumento dos custos de conteúdo e produção, tendo a empresa também investido mais em marketing para os lançamentos dos seus filmes e para as suas plataformas de streaming. Além disso, o lucro operacional da ESPN sofreu um impacto negativo de 110 milhões de dólares.












