Justiça francesa quer ouvir Elon Musk em inquérito sobre pornografia na rede social X

Notícias
Marketeer com Lusa
03/02/2026
12:32
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03/02/2026
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O Ministério Público de Paris convocou para 20 de abril o magnata norte-americano Elon Musk, proprietário da plataforma X, cujas instalações em França foram esta terça-feira alvo de buscas por alegadas irregularidades, anunciou a procuradoria parisiense.

Elon Musk e Linda Yaccarino, antiga diretora-geral da rede, foram convocados para “audições livres” na “qualidade de gestores de facto e de direito da plataforma X ao tempo dos factos”, precisou a procuradora Laure Beccuau num comunicado.

A magistrada informou também que as instalações francesas da plataforma X estavam esta terça-feira a ser alvo de buscas, segundo o comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

As diligências decorrem no âmbito de um inquérito aberto no início de 2025, após denúncias de deputados que visavam algoritmos enviesados na rede social, suscetíveis de terem adulterado o seu funcionamento.

Desde então, as investigações foram alargadas a outras infrações, incluindo cumplicidade na detenção e difusão de imagens de menores com caráter de pornografia infantil, ‘deepfakes’ (manipulação de imagens e áudio) de caráter sexual e negacionismo.

Além de Musk e Yaccarino, “vários funcionários da plataforma X estão também convocados para a semana de 20 a 24 de abril de 2026 para serem ouvidos na qualidade de testemunhas”, explicou a procuradora.

Segundo Beccuau, as audições devem permitir que os dirigentes “exponham a sua posição sobre os factos e, se for caso disso, as medidas de conformidade previstas”.

A escolha do formato de “audição livre” reflete, segundo os investigadores, uma “abordagem construtiva”, com o objetivo de garantir a conformidade da plataforma com as leis francesas.

No processo judicial que envolve a plataforma Kick, após a morte de um ‘streamer’ no verão passado, o Ministério Público de Paris emitiu, no final de janeiro, mandados de detenção contra três gestores.

Os visados não compareceram perante a justiça francesa.

O inquérito contra a X teve origem numa denúncia feita em 12 de janeiro de 2025 pelo deputado Eric Bothorel, que expressou “vivas preocupações” relativamente a alterações de algoritmos na plataforma depois de ter sido adquirida por Musk.

O deputado citou também “ingerências aparentes” na gestão do antigo Twitter, desde que a plataforma foi comprada pelo ex-colaborador do Presidente Donald Trump, segundo o jornal francês Le Monde.

Uma segunda denúncia de um diretor de cibersegurança da função pública referia-se a alterações no algoritmo que teriam provocado uma sobrerrepresentação de “conteúdos políticos nauseabundos”.




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