As cinco tendências que vão marcar o setor dos pagamentos em 2026, segundo a Visa

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Marketeer
26/01/2026
12:50
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A convergência de tecnologias como a inteligência artificial (IA), a blockchain e os ativos digitais deverão passar de tendências emergentes a componentes estruturais da economia global, antecipa a Visa, na sua análise anual sobre as tendências que irão moldar o setor dos pagamentos em 2026.

Uma das principais transformações será a crescente adoção do agentic commerce, com assistentes de IA capazes de pesquisar, comparar e realizar compras em nome dos consumidores, numa evolução que “reforça a importância da identidade digital como um dos principais ativos a proteger no comércio eletrónico”, prevê.

Por outro lado, o uso de IA por redes criminosas está a tornar a fraude mais sofisticada, com um foco crescente no roubo de identidades, pelo que a Visa identifica 2026 como um ano “crítico para reforçar a cooperação entre instituições financeiras, empresas tecnológicas, comerciantes e entidades públicas na proteção dos sistemas de pagamento”.

O relatório destaca ainda a consolidação das stablecoins, impulsionada por um maior enquadramento regulatório e pela sua aplicação em pagamentos internacionais, transferências empresariais e remessas e uma redução progressiva do checkout manual no comércio eletrónico, com a adoção de carteiras digitais, pagamentos integrados e credenciais tokenizadas.

Mas, apesar da digitalização acelerada, o numerário continuará a ter relevância. Ainda assim, 2026 “deverá ser o primeiro ano em que mais de metade dos pagamentos globais será realizada através de meios eletrónicos”, antecipa a Visa.

“Em Portugal, estamos a viver uma fase de forte aceleração da digitalização dos pagamentos, impulsionada pela convergência de tecnologias como a inteligência artificial, a blockchain e os ativos digitais. A nossa perspetiva global permite-nos antecipar tendências e adaptá-las à realidade do mercado português, ajudando o ecossistema a preparar-se para um ponto de viragem que será decisivo em 2026″, diz Rita Mendes Coelho, country manager da Visa em Portugal, citada em comunicado.

As cinco tendências antecipadas pela Visa:

1- O comércio com agentes entra no mainstream

A IA irá transformar a experiência de compra, com agentes digitais capazes de pesquisar, comparar e adquirir produtos em nome dos consumidores. Funcionalidades como botões “Comprar por mim” deverão tornar-se comuns no retalho digital, o que irá exigir elevados padrões de segurança, nomeadamente através de pagamentos tokenizados e identidade verificada.

2- A proteção da identidade entra na era da IA

O uso crescente de IA por redes criminosas tornará a fraude mais aprimorada, com um foco no roubo de identidades completas. A Visa antecipa que 2026 será decisivo para o reforço da cooperação entre bancos, comerciantes, fintechs e governos, com vista ao desenvolvimento de tecnologias de segurança avançadas e capacidades partilhadas.

3 – As stablecoins ganham escala

As stablecoins deverão afirmar-se como um componente relevante da infraestrutura global de pagamentos, impulsionadas por maior clareza regulatória e pela sua aplicação em pagamentos transfronteiriços, transferências empresariais e remessas.

4 – O fim gradual do checkout manual

A introdução manual de dados de cartão tende a desaparecer, dando lugar a carteiras digitais, botões de compra integrados e credenciais tokenizadas. Esta evolução permite experiências de pagamento mais rápidas e seguras, o que resulta numa redução de fraudes e do abandono de carrinhos no comércio online.

5 – O dinheiro físico mantém-se, mas perde terreno

Embora o numerário não desapareça, 2026 deverá marcar o momento em que mais de metade dos pagamentos globais passa a ser realizada por meios eletrónicos. Pagamentos por aproximação (contactless) e carteiras móveis continuarão a impulsionar a digitalização de transações de baixo valor, tradicionalmente dominadas pelo dinheiro físico.




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