Impact Center for Climate Change da Fidelidade debate desafios da ação climática

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21/01/2026
20:14
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Foi no Técnico Innovation Center, em Lisboa, que decorreu o encontro anual do Impact Center for Climate Change (ICCC) da Fidelidade. O evento reuniu especialistas nacionais e internacionais em ação climática para partilha de conhecimento, resultados e perspetivas sobre os impactos das alterações climáticas e estratégias de mitigação e adaptação.

Rogério Campos Henriques, CEO da Fidelidade, reforçou, na abertura da sessão, o compromisso da seguradora com a proteção das pessoas, das comunidades e do território. O responsável fez ainda o balanço do primeiro ano de atividade do ICCC, a participação na COP30 e o apoio à formação científica através das Bolsas de Investigação.

No momento seguinte do evento seria destacado por Rui Esteves (diretor-geral Técnico Não Vida e Vida Risco da Fidelidade e colíder do ICCC) e Tomé Pedroso (assessor da Comissão Executiva e colíder do ICCC) o compromisso do ICCC no desenvolvimento de soluções de adaptação aos riscos climáticos, na partilha de conhecimento com a sociedade e na promoção de parcerias que acelerem a adaptação climática.

Seguir-se-ia a apresentação do ‘Estudo do risco de incêndios florestais em Portugal’, conduzido por José Miguel Cardoso Pereira, professor Catedrático do Instituto Superior de Agronomia, e por Domingos Xavier Viegas, professor Catedrático da Universidade de Coimbra. Trata-se de um estudo que vai analisar o risco de incêndios florestais em Portugal, partindo do diagnóstico de que o mapeamento estrutural atualmente existente não oferece uma medição abrangente do risco, por se focar sobretudo na perigosidade e por não integrar, de forma probabilística e prospetiva, cenários de clima, uso do solo e padrões de ignição, nem uma caracterização completa dos sistemas socioeconómicos expostos.

Segundo informa a Fidelidade em comunicado, o estudo pretende responder a estas lacunas através de uma abordagem integrada, em que o risco resulta de quatro componentes: perigosidade, exposição, vulnerabilidade e curvas de perda. Ao longo de 2 anos e meio, duas equipas trabalharão em paralelo, envolvendo 5 centros de investigação e mais de 20 cientistas, com o objetivo de produzir outputs de referência e de alta resolução (100m x 100m). Entre os benefícios esperados, salienta o mesmo documento da seguradora, estão o apoio à gestão integrada do risco, ao ordenamento do território, à tomada de decisão informada e, no caso do setor segurador, melhorias em underwriting, tarifação e gestão de risco, contribuindo para a redução do protection gap.

O evento integrou ainda painéis de debate dedicados a temas decisivos para a ação climática, como a gestão do risco de incêndios, com enfoque no papel do conhecimento científico e da cooperação entre academia, entidades públicas e setor privado; a investigação científica apoiada pela Fidelidade, com a intervenção das bolseiras de mestrado que apresentaram os seus projetos nas áreas climáticas; a importância das comunidades locais, com contributos de Paulo Simões, secretário Executivo da Comunicado Intermunicipal do Oeste, e de Cláudia Pinto, diretora na Câmara Municipal de Lisboa.

Durante o encontro, foi ainda apresentado o relatório internacional Safeguarding Home Insurance: Reducing exposure and vulnerability to extreme weather, por Maryam Golnaraghi, diretora para as Alterações Climáticas e Ambiente da Geneva Association, sobre o impacto de eventos extremos na segurabilidade da habitação e recomendações para reduzir vulnerabilidade e exposição.

No encerramento do encontro, Jorge Magalhães Correia, Chairman da Fidelidade, sublinhou que a proteção do planeta é inseparável da missão da seguradora: “A nossa atividade existe para proteger pessoas. Num contexto de riscos climáticos crescentes, o nosso compromisso é contribuir ativamente para um futuro mais seguro, mais resiliente e mais sustentável.”




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