Terão sido mais de 3200 os trabalhadores do setor dos media despedidos nos EUA e no Reino Unido, segundo um levantamento do Press Gazette.
O número total estimado de demissões no Reino Unido e nos EUA ao longo do ano passado (tendo por base notícias e comunicados de empresas) foi de pelo menos 3.248. Embora expressivo, este número é, ainda assim, 16% inferior ao registado no ano anterior, em que foram despedidas 3.875 pessoas.
Já em comparação com 2023, o número de despedimentos em 2025 foi 59% inferior, tendo em conta que dois anos antes foram despedidas 7.961 pessoas (sendo que o levantamento de 2023 também incluiu cerca de dois mil despedimentos no Canadá).
Cerca de 70% dos cortes de empregos na área dos media registados no levantamento do Press Gazette de 2025 ocorreram nos EUA, com 30% no Reino Unido. O mês com o maior número de cortes de empregos ocorreu em janeiro (pelo menos 939), seguido por outubro (499) e maio (482), enquanto que o período mais tranquilo foi agosto (15).
Embora estes números também incluam despedimentos em posições comerciais e outras similares, a sua grande maioria está relacionada com funções editoriais. Refira-se, no entanto, que a estimativa tem principalmente por base despedimentos anunciados por grandes empresas, o que significa que o número real é provavelmente e consideravelmente maior.
A norte-americana People Inc., foi a empresa que registou o maior número de despedimentos no setor no ano passado, com uma vaga de 143 despedimentos em janeiro e outra de 226 pessoas em outubro. Já em 2024 tinham sido despedidas na empresa cerca de meia centena de pessoas.
À People Inc. segue-se a emissora britânica ITV, que anunciou em maio que faria mais de 220 demissões nas áreas de jornalismo, atualidade e outras programações diurnas. Também o ABC News Group e a CNN realizaram cerca de 200 despedimentos cada uma durante o ano de 2025.














